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10 de janeiro de 2010

Há males que vêm com o calor

Doenças de pele e intoxicações alimentares são comuns nesta época

O verão é provavelmente a época mais esperada do ano por todos, adultos e crianças. Para a maioria, é tempo de tirar férias, viajar, conhecer lugares novos, ou simplesmente ficar mais à vontade, usando roupas leves. Mas é também nesse período que costumam aparecer as doenças estimuladas pelo calor. A pele e o aparelho digestivo costumam ser os órgãos mais afetados.

Segundo o professor de dermatologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e diretor da clínica Allora, Gabriel Gontijo, há quatro tipos mais comuns de problemas de pele no verão: as queimaduras, as micoses, o bicho geográfico e as brotoejas, que atingem crianças.

"As temperaturas mais altas, aliadas ao suor, facilitam a proliferação de fungos e bactérias, principalmente em áreas que ficam mais abafadas, como as dobrinhas do corpo", ensina.
Seja qual for o problema, a recomendação é sempre procurar orientação médica, pois há vários tipos de fungos e bactérias causadores de problemas de pele e, para cada um deles, há uma medicação específica.

Micoses. O tipo mais comum de micose aparece pelo simples fato de as pessoas ficarem com os corpos mais à mostra, não sendo transmitida de pessoa para pessoa. "A micose provocada pelo fungo pitiríase versicolor é transmitida pelo ar. Pode se manifestar em manchas brancas ou avermelhadas em qualquer parte do corpo do pescoço para baixo", explica.

Mas há também micoses transmitidas por contato. São aquelas que se desenvolvem muitas vezes nas virilhas e nos pés. A frieira, por exemplo, é um tipo de doença de pele que aparece entre os dedos dos pés. "Elas podem aparecer quando o homem demora a trocar um calção de banho quando chega da praia ou da piscina. Para evitar que apareçam nos pés, é preciso enxugar bem a pele antes de calçar. No corpo, o indicado é usar roupas mais soltas, de algodão", recomenda.

Bicho geográfico. Um verme transmitido pelas fezes dos cães é conhecido popularmente como bicho geográfico. Ao entrar na pele, ele se desloca, deixando um rastro. Daí o nome geográfico.
"As pessoas podem encostar em restos de fezes de cães na praia, ou até mesmo em casa. O local fica vermelho e coça muito. Mas é muito fácil o tratamento, para o qual indicamos remédios e pomadas", diz Gontijo.

Brotoejas. As crianças com até 2 anos são muito frequentemente atingidas por brotoejas durante o calor, cujo nome científico é "miliária".

A razão é que elas têm os canais das glândulas sudoríparas ainda imaturos, o que faz com que às vezes o suor não seja eliminado por eles. Ao ficar retido o suor, formam-se pequenas erupções, que coçam e tornam-se avermelhadas.

Mais uma vez a recomendação é a mesma. Evitar agasalhar demais a criança e não fazer automedicação. "Indico apenas usar pasta d’água, adquirida em farmácias.

Queimaduras solares. "Protetor solar duas vezes ao dia, todos os dias, independentemente de você ir à praia ou não". Essa é a recomendação do doutor Gontijo. E os protetores têm que ser no mínimo fator 30, para todas as cores de pele. Mas se a prevenção não foi feita, o jeito é aliviar os sintomas das queimaduras. "O correto é usar hidratantes refrescantes. Nos casos mais graves, o dermatologista pode indicar corticoides e aspirina, na concentração 500 mg, três vezes ao dia, para desinflamar a pele", ensina.

Antes do sol
Complemento. Doutor Telmo Diniz prescreve para pessoas que estarão muito expostas ao sol cápsulas de Polypodium leucotomos. A planta age como protetor solar, mas, coadjuvante, não substitui os protetores tradicionais.

Evite comer alimentos como a maionese
Uma das principais recomendações dos médicos para uma alimentação saudável no verão é evitar comer alimentos facilmente perecíveis, aqueles que estragam rápido, como a maionese.

"Mas se a intoxicação acontecer, com vômitos ou diarreia, não tente cortar rapidamente e se automedicar. É preciso deixar o organismo eliminar o que o está prejudicando. Se a situação se prolongar muito, procure um médico, não tome remédios por conta própria. Deixar de eliminar o que está prejudicando o corpo pode provocar até infecção generalizada", orienta o clínico geral com prática ortomolecular Telmo Diniz.

Se os vômitos não pararem e já estiverem naquela fase em que só sai água, o correto é ir a um pronto-socorro para que um médico atenda.

"Para a diarreia é o mesmo procedimento. Mas só considero diarreia três a quatro episódios em 24 horas", esclarece doutor Telmo. (JH)


fonte:Otempo

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