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1 de março de 2010

A Bíblia é um livro mediúnico, só não vê quem não quer ver

Livro é inspirado por espíritos, chamados de Espírito Santo

Por ser uma verdade incontestável, é muito atacado e é, até hoje, falsamente tachado de feitiçaria por muitos pastores. Já os padres pararam de atacá-lo

Depois que descobri a Bíblia sob a ótica do espiritismo, parei de dizer muitas besteiras sobre ela, que eu só conhecia na visão milenar católica, estudante para padre que fui.

O espiritismo é ignorado pela maioria dos cristãos, mas é bem conhecido hoje por muitos líderes religiosos, os quais, no entanto, fazem de conta que ele não existe, no que os seus fieis simplórios acreditam, pois não estudam a Bíblia, deixando que seus dirigentes pensem por eles.
E por ser o espiritismo uma verdade incontestável, é que ele é muito atacado e é, até hoje, falsamente tachado de feitiçaria por muitos pastores. Já os padres pararam de atacar a doutrina codificada por Kardec, "o bom senso encarnado".

"Eu era um bom rapaz, por isso caí num corpo perfeito" (Sabedoria 8,19 e 20). Temos aqui três doutrinas espíritas: a da preexistência bíblica do espírito, que já existe antes da concepção do corpo, preexistência essa indispensável para a reencarnação; a cármica ou da lei de causa e efeito, possibilitando ao rapaz, por seu mérito de ter sido bom, um corpo saudável; e a da própria reencarnação.

E eis outro exemplo da preexistência do espírito: "Antes que eu te formasse no corpo da tua mãe, eu já te conhecia" (Jeremias 1,5).

Existe uma tradição de que só o próprio Espírito de Deus (Espírito Santo) - que presunção! - e os espíritos maus ou demônios (espíritos humanos atrasados) se manifestam a nós. Mas na Vulgata Latina, de são Jerônimo, fala-se em "spiritum bonum" (espírito bom) e não em Espírito Santo. E, é óbvio, que se há espírito bom, há também o mau. O grande teólogo Haraldur Nielson, a serviço da Sociedade Bíblica Inglesa, professor de teologia da Universidade da Islândia, e tradutor da Bíblia para o islandês, com seu livro "O Espiritismo e a Igreja", mostra que a palavra transe equivale a êxtase. E ele reconhece de público que a Bíblia é um livro espírita.

Na sarça ardente, foi um anjo (espírito) que se comunicou com Moisés, ensina-nos Paulo (Atos 7,30 a 31). Realmente, os espíritos se manifestam muito em forma de fogo e luz, como nos fenômenos mediúnicos de Pentecostes, quando espíritos em forma de línguas de fogo pousaram sobre os apóstolos, falando através deles em línguas diferentes (fenômeno mediúnico de xonoglossia). "Vós recebestes a lei por mistérios dos anjos" (Atos 7,53). "Porque a lei foi anunciada pelos anjos" (Hebreus 2,2). "Espíritos são administradores, enviados para exercer o ministério" (Hebreus 1,14). E afirma o autor de Hebreus: "Sobre os anjos diz: o que faz seus anjos espíritos e os seus ministros chamas de fogo" (Hebreus 1,7). E é um anjo (espírito) que dita o Apocalipse para são João na ilha de Patmos. Esse espírito se identificou como sendo humano e colega de João, que, por ajoelhar-se aos seus pés, foi repreendido: "Adore somente a Deus" (Apocalipse 22,8 e 9). E Samuel, já desencarnado, também se manifestou: "Ainda depois de morto profetizou e anunciou ao rei seu próximo fim; do seio da terra elevou sua voz em profecia, para apagar a iniquidade do povo" (Siracides ou Eclesiástico 46,20).

São muitas as referências de que a Bíblia é um livro mediúnico ou inspirado por espíritos, chamados por um dogma de Espírito Santo!

Escrito por: José Reis Chavez

Teósofo e biblista - jreischaves@gmail.com

fonte:Otempo

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