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23 de dezembro de 2009

A dor é de outra pessoa, mas o cérebro acha que é sua

Depois de ouvir seus amigos reclamarem de dor de cabeça, imediatamente, você passa a sentir o mesmo tipo de desconforto. Parece loucura? Não para os pesquisadores da Universidade de Birmingham, uma das mais populares do Reino Unido. Usando exames de imagem, os especialistas descobriram que o cérebro de algumas pessoas tem a capacidade de se identificar com as dores alheias.

As reações dos neurotransmissores reproduzem as sensações experimentadas por quem, de fato, experimenta episódios de sofrimento físico. Para chegar às conclusões, os médicos observaram as reações de 108 pacientes, expostos a imagens que remetem situações de dor, como acidentes na prática esportiva e aplicações de injeções.

Cerca de um terço dos participantes da pesquisa não manifestaram nenhum tipo de reação emocional aos episódios apresentados. Mas, mesmo assim, passaram a sentir dores semelhantes àquelas vividas nas fotos.

"Sabemos que a percepção de dor leva em conta critérios subjetivos, por isso há pessoas mais sensíveis do que outras", afirma o neurologista Ricardo Teixeira.

"Mas ainda são necessárias muitas pesquisas para entender o que está por trás dessas reações". Após escanear o cérebro dos participantes, foi possível visualizar as áreas do cérebro que apresentam mais atividade quando há identificação com a dor de outra pessoa - e se trata, justamente, das áreas relacionadas ao processamento da dor física (e não emocional).

Os pesquisadores ainda notaram que esse perfil de paciente tem dificuldade de assistir a filmes de terror, por exemplo. Um comportamento explicado também pelos efeitos físicos que esse tipo de exposição acarreta.

O próximo passo das investigações é entender como esse mecanismo pode estar relacionado a sensações de desconforto sem explicações físicas, como o caso de pessoas que se queixam de dores permanentes pelo corpo, sem apresentam nenhum tipo de disfunção física.

fonte:Minhavida

Firefox 3.5 é navegador mais popular do mundo

A última versão estável do navegador da Fundação Mozilla, Firefox 3.5, tem superado o Internet Explorer 7, da Microsoft, e desponta como o navegador mais utilizado no mundo, segundo o StatCounter, se computados os números de todos os países. O mercado europeu já é dominado pelo Firefox 3.5 há algum tempo. No Brasil há empate técnico e nos Estados Unidos os navegadores da Microsoft ainda reinam.

A guerra dos navegadores pela liderança de mercado começou há um bom tempo. Há muito se fala sobre o monopólio da Microsoft por vender seu sistema operacional com o Internet Explorer integrado. A Comissão Europeia, inclusive, acusou a empresa de pressionar o mercado de forma a favorecer seu browser, como afirma o site IT PRO, do Reino Unido.

Entretanto, como mostrado no gráfico do StatCounter, o uso do navegador Internet Explorer 7, que liderava o mercado, tem caído de forma abrupta, deixando o primeiro lugar da lista para o Firefox 3.5. O browser, que já tinha ultrapassado o IE8 desde o início do mês de novembro, surge pela primeira vez no topo do ranking mundial e a curva de tendência indica que ali ele vai ficar por um bom tempo. Mesmo estando o produto da Microsoft em franco crescimento, estima-se que a adoção do Firefox continuará sendo maior que a do IE8.

No entanto, conforme indicado pelo IT PRO, o IE6 e o IE8 atingem as marcas de, respectivamente, 13,9% e 20,9% da fatia de mercado mundial, portanto o aplicativo Internet Explorer, na união de todas suas versões, registra a utilização de 55,4% por parte dos usuários do mundo todo, o que ainda supera os 32,1% da soma de todas as edições do Firefox.

No Brasil existe hoje um empate técnico entre o Internet Explorer 7 e o Firefox 3.5. O navegador da Microsoft atinge 24,42% contra 24,12% do browser de código aberto. Todavia, o gráfico mostra um crescimento acentuado na utilização do aplicativo da Fundação Mozilla, e uma queda vertiginosa na popularidade do IE7. A lista brasileira segue com IE8, que registra 20,89%, IE6 com 9,77%, Firefox 3.0 com 8,75% e o Google Chrome 3.0 com 8,4%. Em termos absolutos, somando todas as versões, o Internet Explorer ainda dá um banho no Firefox, com 63,1% contra 32,05%.

Nos Estados Unidos a liderança absoluta é dos navegadores da Microsoft. Em termos totais, o somatório de versões do IE continua na frente, com 61,72%, seguido pelo Firefox com 27,43% e pelo Safari, da Apple, em distantes 6,62%. Curiosamente, nos EUA, o navegador Firefox 3.0 está à frente da versão mais nova, a 3.5, com 18,9% contra apenas 6,58%.

Na Europa, o Firefox 3.5 já detêm 28,4% do mercado, contra 21,6% de uso registrado do IE8. Quase esquecido nos Estados Unidos e no Brasil, o Opera tem um público cativo no Velho Mundo, com 6,58%.

Na parte dos browsers para dispositivos móveis, o navegador Opera mantém-se na liderança mundial (25,7%), após ser ultrapassado por um breve momento pelo iPhone no primeiro trimestre de 2009. O que é interessante, visto que o navegador móvel da Apple está na dianteira nos mercados americano, europeu e brasileiro. Os números do Opera são puxados para cima pela Ásia, especialmente pela China. No Brasil, os aparelhos Nokia/Symbian aparecem com larga vantagem (54,65%, contra os 16,11% do segundo colocado, o iPhone), enquanto na Oceania o BlackBerry (32,91%) e iPhone (31,98%) disputam de igual para igual.

Os gráficos de qualquer país ou região do mundo podem ser obtidos no atalho tinyurl.com/bdg8jv.

fonte:Geek

Webcams "racistas" não identificam pessoas negras

Ao testar um computador HP que comprou como presente de Natal para sua esposa, um consumidor americano detectou um "bug" insólito: a webcam, que conta com um sistema de detecção e rastreamento de faces, é incapaz de identificar rostos de afro-descendentes.

Em um vídeo no YouTube batizado de "Computadores HP são racistas" o homem, identificado como Desi, demonstra o problema se movendo em frente à câmera sem nenhuma reação do software. Segundos depois ele pede a ajuda de uma colega de trabalho, branca, que tem o rosto corretamente identificado pela câmera e todos os movimentos seguidos. Ele volta à cena, e a câmera para novamente.

Em uma resposta oficial, a HP afirma que não se trata de preconceito, mas de um bug. Seu software de reconhecimento de faces opera com "algoritmos padrão", que usam a diferença de contraste entre os olhos e as maçãs do rosto e a ponta do nariz para detectar faces. Em peles escuras não haveria constraste suficiente isto, o que também pode acontecer com qualquer um, independente da cor da pele, em situações onde não há luz suficiente.

Por enquanto não há uma solução oficial para o problema. A HP, entretanto, aponta para uma página web com dicas para que os usuários possam tirar o melhor de sua webcam.

Confira o vídeo, que estava entre os mais vistos do YouTube nesta terça-feira, pelo atalho bit.ly/7ZscIe.

fonte:Geek

LG mostra tela LCD de 42 polegadas mais fina do mundo

A fabricante coreana de telas LG Display informou nesta segunda-feira que desenvolveu o painel LCD mais fino do mundo, com 2,6 milímetros de espessura. Segundo a LG, o monitor de 42 polegadas pesa menos que quatro quilos.

Segundo a LG, a criação do painel LCD ultrafino ocorreu por uso de diversas tecnologias de "afinamento" que incluíram um sistema de retroiluminação LED e um filme óptico proprietário. A tela tem taxa de atualização de 120 Hz em alta definição (1.920 x 1080 pontos).

A tela ultrafina será demonstrada no começo de janeiro na Consumer Electronics Show, em Las Vegas.

fonte:Zumo Notícias

22 de dezembro de 2009

Vídeo de U$ 300 rende U$ 30 milhões para seu autor



“Ataque de Pânico”, vídeo criado pelo uruguaio Fede Alvarez com apenas U$ 300, resultou para ele em um contrato de U$ 30 milhões com o estúdio Ghost House Pictures.

Os robôs do vídeo tem um visual deliciosamente retrô, mas com uma aparência futurística ao mesmo tempo. O que achei estranho foram os caças da Segunda Guerra Mundial ao lado de câmeras portáteis de alta resolução.

De qualquer maneira, isso mostra como uma boa idéia, muita iniciativa e grande talento podem levar a uma colossal margem de lucro.

Lembre-se disso da próxima vez que alguém criticar você por enviar para o Youtube um vídeo em que você canta pateticamente no banheiro

21 de dezembro de 2009

"Avatar" já ultrapassa US$ 230 milhões nas bilheterias mundiais

A aguardada ficção científica "Avatar", do diretor James Cameron, dominou as bilheterias mundiais no fim-de-semana. Em todo o mundo, o filme arrecadou mais de 232 milhões de dólares.

Só nos Estados Unidos, "Avatar" faturou 73 milhões de dólares em apenas três dias. Esta foi a segunda melhor estreia no mês de dezembro da história, perdendo apenas para "Eu Sou a Lenda", que em 2007 fez 77 milhões em seu primeiro fim-de-semana nos cinemas.

O orçamento do filme teria chegado aos 500 milhões de dólares, incluindo os gastos para divulgação.

fonte:Otempo

Audi R8 V10 chega às concessionárias

Audi do Brasil acaba de anunciar a chegada ao mercado nacional do R8 equipado com motor 5.2 FSI V10, o mesmo motor que equipa o Lamborghini Gallardo LP560-4, com 532 cavalos de potência. Ele ajuda o superesportivo a acelerar de 0 (zero) a 100 km/h em apenas 3,9 segundos.

O R8 V10 foi apresentado oficialmente em janeiro, durante o Salão do Automóvel de Detroit, nos Estados Unidos. De acordo com a marca dos quatro anéis, ele é equipado com um câmbio automático de seis marchas e é capaz de entregar 532 cavalos de potência a 8.000 rpm e 54 kgfm de torque. Nessa configuração, o cupê está habilitado a acelerar de 0 (zero) a 100 km/h em 3,9 segundos e atingir a velocidade máxima de 316 km/h.

Seu interior tem assentos com aquecimento e revestimento de couro Nappa, sistema de navegação via satélite e aparelhagem de áudio assinada pela empresa Bang & Olufsen.

A instrumentação e a alavanca de câmbio vêm com detalhes em vermelho. O superesportivo pode ser personalizado com discos de freio de cerâmica, dispositivo de auxílio de estacionamento dotado de câmera traseira, além de vários tipos de forração de couro.

No pacote de equipamentos do R8 V10 destacam-se o sistema de tração integral quattro e a tecnologia de construção de carroceria ASF (Audi Space Frame), que utiliza alumínio combinado a outros componentes metálicos para tornar a estrutura do carro mais leve e resistente. O modelo tem ainda o dispositivo Magnetic Ride que adapta a suspensão do veículo de acordo com as características do piso e da forma de guiar do motorista.

Também fazem parte do pacote de equipamentos rodas de 19 polegadas calçadas com pneus 235/35, no eixo frontal, e 205/30, no traseiro, com monitoramento de pressão e freios a disco perfurado, com pinças de oito pistões na frente e quatro, atrás.

Parte de seu desempenho se deve ao baixo peso da carroceria - 1.620 quilos - e do motor - 258 quilos, ou 31 kg mais pesado que o motor V8 -, além da distribuição de peso: 44% no eixo dianteiro e 56%, no traseiro.

Ainda segundo a Audi, o V10 traz tecnologia "common rail" de injeção direta de combustível e percorre 7,3 km com um litro de combustível.

Com a oferta do V10, a gama R8 no País passa a contar com duas versões, além da equipada com motor 4.2 litros FSI V8 que é vendida por aqui desde meados do ano passado, por R$ 555 mil. Com preço sugerido fixado em R$ 696,5 mil, o Audi R8 V10 fez sua estréia diante do público brasileiro durante a abertura da 2ª edição da Bienal do Automóvel de Belo Horizonte, em Minas Gerais.


fonte:Parana online

Pelo Twitter, Luciano Huck diz que atropelou o próprio cachorro

Luciano Huck e sua família levaram um grande susto, nesse fim de semana. É que o apresentador atropolelou acidentalmente seu cachorro, quando estava saindo de casa.

No seu microblog, o apresentador contou e lamentou o acontecido:

"Sufoco! Bati a roda do carro em um dos nossos cachorros. Machucou. Mas graças a Deus agora ta tudo bem", postou Huck.

Site elege piores filmes sobre tecnologia de todos os tempos

Filmes que são tão ruins que chegam a ser engraçados são um problema em todos os gêneros, mas quando o assunto que move a trama é a tecnologia, como sites sinistros, hackers malvados ou softwares com superpoderes, o problema parece ser mais freqüente. Movidos por esta lógica, um grupo de colunistas e críticos de cinema e tecnologia, reunidos pelo site da CNN, elegeu os piores filmes de Hollywood que falam, ou tentam falar, sobre o mundo digital.

Confira abaixo uma seleção com oito destes filmes. Conforme definiu um dos colunistas chamados pela CNN, o problema dos filmes talvez exista "porque é difícil dramatizar com alguém sentado na frente de um computador ou porque Hollywood realmente não entende sobre tecnologia":

Ameaça Virtual (2001)
Ryan Phillippe é um jovem gênio da informática que é contratado por uma grande empresa de softwares, cujo dono tem pretensões de construir um sistema de comunicações gigante para transformar o mundo. O que levou o filme a ser inserido na lista foi o estereótipo absurdo criado sobre a empresa, como uma corporação do mal, diabólica, que destrói qualquer coisa que estiver sobre seu caminho. O personagem do dono da empresa teria se baseado em Bill Gates, da Microsoft.




Medo Ponto Com (2002)
Quatro pessoas morrem em Nova York 48 horas após acessarem um misterioso site (www.fear.com) que mostra imagens sádicas de um médico torturando e matando mulheres. O próprio investigador policial encarregado do caso acaba entrando no site. Na opinião dos colunistas, o filme se perde ao não conseguir discutir a assustadora sedução das novas tecnologias e, ao deixar os espectadores curiosos com o endereço do site, ter como site oficial feardotcom.com (medopontocom.com, na tradução).



Hackers - Piratas de Computador (1995)
O filme se tornou uma espécie de cult clássico desde que foi lançado. Com Angelina Jolie no papel principal, como a hacker "Acid Burn", o filme conta a história de um diabólico plano de dois hackers de realizarem um grande roubo contra uma multinacional. Na opinião dos colunistas, a única coisa "decente" do filme seria Angelina Jolie no início da carreira.





Independence Day (1996)
O filme, estrelado por Will Smith, foi um sucesso de público no mundo inteiro. Um exército de alienígenas invade a Terra e começa a destruir metodicamente o planeta, começando pelas grandes metrópoles, até que um hacker cria um vírus de computadores que consegue destruir as naves alienígenas e salva o planeta. O filme foi incluído na lista pela improbabilidade de que um simples vírus de computador conseguisse destruir um exército alienígena cuja tecnologia aparentemente estava séculos a frente da tecnologia humana, com naves imunes a armas nucleares.


Johnny Mnemonic - O Cyborg do Futuro (1995)
O filme se passa em 2021 e o protagonista é o ator Keanu Reeves, cujo personagem é um mensageiro cibernético acostumado a transportar cerca de 80GB em seu cérebro. No seu último trabalho antes de se aposentar, ele aceita transportar algumas informações de extrema importância da China para Nova York, mas a quantidade de dados inserida na sua cabeça (320 GB) é muito grande e ele precisa descarregar antes de morrer. No entanto, alguns grupos inimigos querem impedir o acesso a estas informações em seu cérebro - a cura para uma doença que está afetando metade da população mundial. O filme foi incluído na lista pelo fato de que "é impossível Keanu Reeves ter muita informação em seu cérebro". "É um desastre em todos os sentidos", escreveu a jornalista Caryn James em uma resenha no The New York Times.


O Passageiro Virtual (1992)
Adaptação livre de um conto de Stephen King, este é o primeiro filme a falar sobre realidade virtual. Um jardineiro inocente tem a mente utilizada em experimentos científicos para melhorar sua inteligência. Através de remédios para aumentar a inteligência e técnicas de realidade virtual, os cientistas aumentam tanto seu poder mental que ele se torna capaz de destruir qualquer coisa. Na opinião de um dos críticos, é um "filme lendariamente ruim" que tem apenas o título em comum com o texto original de Stephen King.

A rede (1995)
Sandra Bullock interpreta Angela Bennett, uma especialista em corrigir sistemas de informática, acostumada a pedir pizzas e marcar férias pela internet. Repentinamente, ao receber um disquete com um programa para examinar, ela se vê envolvida com uma grande conspiração criminosa e tem a identidade destruída. "O pior filme de todos os tempos sobre a internet é aquele que os diretores não conseguiram achar um título melhor do que 'A rede'", resume Christopher Null, do site PC World. Já outro crítico consultado pela CNN considera o filme uma espécie de "conto preventivo". "Se você não quiser seus pais ou avós na internet, faça eles assistirem o filme, ficarão aterrorizados", resumiu.

A senha (2001)John Travolta é um espião que planeja desviar uma enorme quantia de dinheiro do governo americano para iniciar sua própria guerra contra o terrorismo. Para isso, chantageia um hacker e ex-presidiário para entrar nos computadores do governo. As cenas mais emocionantes do filme mostram o hacker tentando descobrir a senha de diferentes computadores. O filme foi incluído na seleção justamente por tentar tornar a entediante ação de sentar na frente de um computador em uma cena sexy e movimentada. O hacker passa as horas na frente do computador dançando, tomando vinho, "agindo como se estivesse em um show de rock", afirmam os críticos.

fonte:Terra

Câmera fotográfica com 158 lentes entra para Guinness

O aparelho, que pode fotografar a mesma imagem de diversos ângulos, levou seis meses para ser construído

Uma câmera fotográfica desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia de Nagoya, no Japão, entrou para o Guinness, o livro dos recordes, por contes 158 lentes.

O aparelho, que pode fotografar a mesma imagem de diversos ângulos, levou seis meses para ser construído e tem 7,2 cm de altura e 47 cm de diâmetro. Cada lente custou US$ 2,10.

fonte:G1

18 de dezembro de 2009

Lentes de contato biônicas terão gráficos virtuais

Uma lente de contato que usa ondas de rádio para prover energia para seus LEDs poderá ser uma nova forma de exibição de imagens. A lente funcionará como um protótipo de um aparelho que poderia exibir informações de um aparelho móvel. Tendo em vista que o tamanho dos monitores fica cada vez menor em aparelhos móveis, o pesquisador Babak Parviz da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, teve a ideia de projetar as imagens dentro do olho a partir de uma lente de contato.

De acordo com ele, uma das limitações dos displays atuais é que eles têm um campo de visão muito limitado. Uma lente de contato poderia dar um espaço no campo de visão muito maior. “Nossa ideia é criar imagens que flutuem em frente ao usuário, cerca de 50 centímetros ou a um metro de distância”, afirma.

A pesquisa é feita colocando aparelhos eletrônicos em nano ou microescala em substratos como papel ou plástico. Parviz explica que usa lentes de contato, e a escolha da plataforma foi feita para juntas as duas funcionalidades. Colocar um circuito dentro de uma lente, entretanto, é um desafio. O polímero não pode agüentar as temperaturas ou componentes químicos usados na fabricação das lentes em maior escala.

Assim, alguns componentes tiveram que ser produzidos separadamente e depois colocados nas lentes. Outro problema encontrado pelos pesquisadores é um modo eficaz e seguro para dar energia para o aparelho dentro das lentes. O circuito requer 330 microwatts, mas não uma bateria. A equipe de pesquisadores utilizou uma antena para captar a energia, e já testou a técnica com uma lente em ratos.

Parviz explica que uma versão futura da lente poderá obter energia a partir do celular do usuário, além de ter mais pixels e várias micro-lentes para focar melhor a imagem. Apesar do espaço limitado, cada componente da lente pode ser integrado a ela ser atrapalhar a visão do usuário, de acordo com os pesquisadores.

Quanto às imagens que podem ser mostradas na tela, as possibilidades são infinitas: legendas poderão ser colocadas ao conversar com uma pessoa que fale uma língua estrangeira, colocar instruções para chegar a um lugar desconhecido e até mesmo colocar legendas em fotografias. A lente também poderia ser utilizada como display para pilotos e para jogos on-line.

Mark Billinghurst, diretor do Laboratório de Tecnologia Interface Humana, na Nova Zelândia, se mostra impressionado com a criação. “Uma lente de contato que produz gráficos virtuais para serem colocados sobre o mundo real parece uma experiência incrível de realidade virtual”, diz. Porém, embora se mostre animado com o protótipo da criação, Billinghurst afirma que este é apenas um primeiro passo, e ainda podem demorar anos antes do aparelho ficar disponível.