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14 de agosto de 2011

Quase 40% das universidades estão fora de padrão

De 184 instituições, 67 não apresentam exigências 

Quase 40% das universidades brasileiras não cumprem um dos critérios exigidos pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) para operarem como universidades. De 184 instituições, 67 (36,4%) não apresentam o mínimo de três programas de mestrado e um de doutorado, exigência para a universidade conquistar tal status. Além disso, 15 delas não têm nenhum programa em funcionamento. Os dados são de um levantamento de Antônio Freitas, membro da Câmara de Educação Superior do CNE. O estudo, que levou em consideração os dados da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do fim de março, também detectou que a diferença entre a média geral do Índice-Geral de Cursos (IGC) das instituições públicas e privadas é de menos de 1 ponto. A pesquisa levou em conta a resolução nº 3 do CNE, de outubro, que passou a determinar os pré-requisitos mínimos para se classificar uma instituição como universidade - entre eles, o número mínimo de programas de pós stricto sensu. A regra, válida para universidades federais e particulares, vai vigorar até 2013. A partir daí, a exigência será de quatro mestrados e dois doutorados, com período de adequação até 2016. Além do CNE, uma portaria do MEC de 2008 também considera satisfatório o funcionamento de pelo menos um doutorado e três mestrados nas universidades. "Muitas universidades não cumprem o requisito, que é até ridículo, muito baixo. Em outros países, nem seriam consideradas universidades", diz Freitas. O MEC afirma que a exigência é compatível com a realidade brasileira e diz que criou, em parceria com a Capes, o Programa de Qualificação das Universidades Públicas, para fomentar o desenvolvimento da pós nas universidades que não atendem à resolução.


7 de junho de 2011

Mais baratos, tablets ganham espaço nas escolas brasileiras

O número de escolas que usam tablets deve aumentar consideravelmente e em passos rápidos depois do barateamento

De objeto de luxo a material didático. O uso de tablets como instrumento de aprendizado pode deixar de ser uma realidade distante para as escolas brasileiras depois que a Medida Provisória número 5341/11 foi publicada no Diário Oficial da União. Com os tablets fabricados no Brasil incluídos na Lei do Bem, que reduz os impostos do gadget, redes de ensino já veem o mecanismo como um investimento que cabe no bolso.

A medida lembra 2005, quando a lei foi lançada para baratear o custo de computadores no programa Computador para Todos, do Governo Federal, o que aumentou o número de colégios com áreas de informática. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e pesquisas Educacionais (Inep), o número de escolas de ensino médio com computadores no Brasil em 2003, era de 61. Em 2009, depois da Lei do Bem para computadores em vigor, o número subiu para 25 mil.

Para o presidente da Federação dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de São Paulo (FEEESP), José Augusto de Matto, a inclusão dos tablets no incentivo governamental deve seguir o mesmo caminhos dos computadores e notebooks. "O número de escolas que usam tablets deve aumentar consideravelmente e em passos rápidos depois disso. É isso que as instituições particulares esperam do governo: uma ajuda nos seus investimentos", diz.

Exemplo disso é o Colégio Dante Alighieri, de São Paulo. De acordo com Valdenice Minatel, coordenadora de tecnologia educacional da instituição, a escola já pensa em um projeto de compra de tablets depois do barateamento. "Nós já temos há um tempo essa tecnologia, porém só possuímos cinco aparelhos, que são usados somente no ensino médio e no fundamental I. Com esse incentivo, já consideramos investir ainda mais para que todas as séries possam os utilizar", afirma.

O Colégio Israelita, de Porto Alegre (RS), estreou o mecanismo nas salas de aulas em abril deste ano. Podendo investir em somente cinco tablets, a coordenação pedagógica da escola optou por testar o funcionamento somente nas turmas de educação infantil, que abrange crianças de 3 a 6 anos de idade. O sucesso das atividades com o uso da tecnologia foi tão grande que a instituição já tem planos para aumentar o estoque. "Nós já pensávamos em comprar mais tablets para começar a trabalhar também com o ensino médio e com o fundamental, agora com os impostos reduzidos isso se acelerou", afirma a coordenadora pedagógica da educação infantil, Ana Margarida Chiavaro Machado.

O professor do Laboratório de Novas Tecnologias Educacionais da Unicamp (Lantec), Sérgio Ferreira do Amaral, acredita que o fácil acesso ao tablets vai aumentar o número de colégios com o instrumento, porém alerta para o fato de que a aquisição não deve ser um fato isolado. "Se a capacitação do professor não ocorrer simultaneamente à aquisição dos tablets, vai acontecer o que acontece com os computadores nas escolas. Fica mais tempo parado do que sendo utilizado pelos alunos e professores", afirma.

Gadget não pode substituir o lápis e o papel, dizem especialistas

Ana Margarida, coordenadora pedagógica do Colégio Israelita viu pela primeira vez os alunos da educação infantil não se distraírem durante as lições depois que os tablets viraram rotina nas salas de aulas. "É impressionante como essa tecnologia prende a atenção das crianças, elas nem piscam", brinca.

Segundo a pedagoga, o grande benefício do mecanismo não é o fato de impressionar os estudantes, e sim o de atender aos diferentes tipos de aprendizado. "Tem crianças que são mais visuais, outras que são mais auditivas e outras que são mais motoras. O tablet envolve algumas e o ensino formal outras, então conseguimos atingir todos os tipos de aprendizagem", diz. Por isso, Ana Margarida destaca que apesar de os professores não precisarem mais se ater somente ao giz e ao quadro-negro, a prática com lápis e papel ainda é importante e não pode ser deixada de lado.

Amaral, professor da Unicamp, concorda. "A tecnologia não melhora o processo, facilita. Os tables prendem mais a atenção da criança em função da familiarização do ambiente digital em que ela vive atualmente dentro de casa. Papel e lápis é outro conceito, mas que também deve ser trabalhado".

A diretora dos Projetos Pedagógicos Dinâmicos, Patrícia Fonte, defende que as crianças, acostumadas com games e internet, ficam muito inquietas com o ensino tradicional, e por isso os tablets entram como um instrumento de ensino eficaz e também interativo. Apesar disso, o uso do caderno ainda é essencial. "Não pode se restringir as aulas aos tablets. É imprescindível variar as propostas de atividades, explorando recursos diversos como artes plásticas, música, movimento, contação de histórias, entre outros. Independentemente do recurso ser ou não tecnológico, essa variedade é essencial, pois cada pessoa aprende de uma forma", conclui.



Fonte: Terra

20 de maio de 2011

A universidade utópica e o futuro dos profissionais

O ensino só se torna empecilho quando essas pessoas chegam ao mercado

Em meio às condições socioeconômicas do país, o sonho de graduação em uma universidade parece estar cada vez mais perto da realidade de muitos brasileiros. A questão é como está a qualidade do ensino, não só das escolas públicas, mas das universidades.

Com o avanço do nível de estudo dos brasileiros, problemas surgiram no mercado: profissionais exigem melhores salários e empresas não encontram pessoas habilitadas. E se a base desses problemas estiver nas faculdades?

Muitas faculdades perderam o compromisso com o conhecimento e se preocupam apenas com o seu nome no mercado. Esqueceram-se de cuidar da sua infraestrutura e de dar atenção ao mercado de trabalho. Estão formando alunos sem capacidade de exercer as funções nas quais se especializaram.

Professores universitários alegam que a defasagem está na base dos alunos, isto é, no ensino fundamental. Já os alunos alegam que é a metodologia que está ultrapassada. A realidade é que, por mais que os professores se atualizem, muitas vezes a universidade impõe barreiras, na estrutura social, no meio ambiente, na tecnologia.

Ao escolher uma universidade privada, os futuros profissionais optam pela qualidade da estrutura física ou pelo prestígio da faculdade. Pagando valores que não são módicos, os alunos, em vez de lutarem pela qualidade do ensino e pela melhoria da infraestrutura, entregam-se ao sistema. E isso só se torna um empecilho quando essas pessoas chegam ao mercado.


Escrito por: IZABELA BARROS DE SOUZA
                  Estudante

26 de abril de 2011

Estilo da letra ajuda tanto na memorização quanto no aprendizado

Alunos que foram testados tiveram notas melhores em todas as disciplinas

Nova York, EUA. É mais fácil se lembrar de um novo fato se ele for escrito em uma letra comum ou em letras grandes e grossas? A resposta: nenhuma das opções. O tamanho da fonte não tem qualquer efeito sobre a memória, embora a maioria das pessoas ache que maior é melhor. Já o estilo da fonte - este, sim - faz diferença.

Uma nova pesquisa mostra que as pessoas retêm significativamente mais informação quando estudam em uma fonte que seja não só desconhecida, mas também de difícil leitura. Em estudo publicado na revista "Cognition", psicólogos de Princeton e da Universidade de Indiana fizeram 28 homens e mulheres lerem sobre três espécies de alienígenas - cada uma com sete características, como ter olhos azuis e se alimentar de pétalas e pólen.

Metade dos participantes estudou o texto na fonte Arial tamanho 16, e a outra metade, em Comic Sans MS ou Bodoni MT tamanho 12. As duas últimas são relativamente desconhecidas e mais difíceis para o cérebro processar. Após uma rápida pausa, os participantes fizeram uma prova. Aqueles que haviam estudado nas fontes de leitura difícil obtiveram melhores resultados - em média, 85,5% a 72,8%.

Para testar o conceito na sala de aula, os pesquisadores conduziram um grande experimento, envolvendo 222 alunos numa escola pública de Chesterland, Ohio. Um grupo recebeu seu material complementar para os cursos de inglês, história e ciência alterado para uma fonte incomum, como a Monotype Corsiva. Os outros, o material de sempre. Os alunos que usaram o material com letras estranhas tiveram melhores resultados em todas as disciplinas.

Pesquisa não publicada associa as letras maiores à lembrança

Nova York. Um outro estudo a ser publicado neste ano na revista "Psychological Science", conduzido pelo psicólogo Nate Kornell, do Williams Colleg, reuniu participantes que estudaram uma lista de palavras impressa em fontes de variados tamanhos e julgaram a probabilidade de se lembrarem delas num teste posterior.

Os participantes dessa pesquisa se sentiram mais confiantes em lembrar das palavras impressas em letras grandes, avaliando o tamanho da fonte (facilidade de processamento) como mais importante para a memória mais importante até mesmo do que a prática repetida. Mas experimentaram exatamente o oposto. Em testes reais, o tamanho da fonte não fez nenhuma diferença, afirma o estudo.

Flash

Frase. "A razão dessa eficácia das fontes incomuns é que elas nos fazem pensar mais sobre o material", diz Daniel M. Oppenheimer, coautor do estudo.




7 de abril de 2011

Letra cursiva está ficando de lado, e a legibilidade também

Ênfase no ensino da caligrafia perde espaço diante do uso crescente do computador nas escolas

Denver, EUA. Em um mundo onde o uso do papel é cada vez menor, a ênfase na escrita cursiva perdeu-se no caminho. Nas escolas onde ela ainda é ensinada, o tempo dedicado à sua prática em geral, diminuiu. Mas grupos de adeptos ávidos ainda defendem com entusiasmo o seu lugar no currículo do ensino fundamental.

Na escola primária Grant Ranch, no Colorado (EUA), os professores têm ampla liberdade para abordar a escrita cursiva como acharem melhor - e suas abordagens refletem a crescente ambivalência institucional com relação à escrita livre. "Minha neta de 5 anos tem interesse pela escrita cursiva", diz Edward, um professor de tecnologia que lecionou na pré-escola por 12 anos. "Mas fazer com que ela a use, torná-la necessária, acho que não vai acontecer, porque a digitação é muito mais rápida", justifica.

Até este ano, a professora Sue Workman concordava com a ideia de que a eficácia da cursiva proporcionava uma habilidade fundamental para fazer anotações na escola e na faculdade. Então sua estagiária explicou que passou pela faculdade sem fazer anotações manuscritas.

Em cima disso, um dos professores de seu filho que estuda no ensino médio comentou que ele escrevia em linda letra cursiva - na verdade, ele era o único aluno que fazia isso. Aqueles eram os seus pontos de ruptura. "Se eles não estão usando quando estão mais velhos, por que estamos exigindo isso agora?", pergunta Workman. "As crianças não gostam de escrever em letra cursiva e é uma discussão todo ano. Eu decidi que essa é uma batalha da qual eu não vou participar mais. Agora, estou começando a acreditar que está realmente se tornando obsoleto".


O professor Steve Graham, da Universidade Vanderbuilt, que estudou a fundo instruções de escrita, não vê o desaparecimento da escrita à mão das escolas tão cedo. Estudos têm mostrado repetidamente que os processadores de textos produzem uma escrita geral melhor do que qualquer uma feita à mão, diz Graham, e os computadores tendem a predominar em casa e no trabalho. Mas as escolas não tem tecnologia suficiente para atender a todos os alunos.

A escrita à mão, ressalta Graham, carrega dois efeitos significantes - um "efeito escritor" e um "efeito leitor". O primeiro se refere à dificuldade de escrever rápido o suficiente para manter o ritmo com os pensamentos.

Mas o "efeito leitor" tem dois aspectos. Enquanto uma péssima caligrafia pode atrapalhar a mensagem, a qualidade da caligrafia legível tem mostrado ter uma influência "insidiosa" sobre como as ideias são percebidas. Em composições pontuadas somente na qualidade das ideias, a caligrafia ruim, mas legível, pode derrubar a pontuação, enquanto uma caligrafia bem legível, melhorar a nota final. O processador de texto elimina o efeito leitor por causa de sua legibilidade uniforme, diz Graham.

E, finalmente, muitos documentos em papel, tais como formulários de empregos que requerem respostas escritas à mão, irão desaparecer. "Não me entenda mal. Não estamos nesse ponto. Eu acho que escrever à mão é importante, porque as escolas não usam ferramentas do século XXI. Eu não a vejo desaparecendo ou toda criança tendo um computador, por enquanto, com poucas exceções", conclui.

Benefícios
Prática ajuda a desenvolver o cérebro e melhora a leitura

Denver. Cindee Will, diretora da Escola Primária James Irwin, no Colorado, cita as razões culturais e evolucionistas para se adotar a escrita cursiva. A letra de forma às vezes revela o que ela chama de "confusão no cérebro" não necessariamente a dislexia, mas um problema mais comum, manifestado, por exemplo, ao se confundir as letras b e d.


Will afirma que a escrita cursiva, na qual o lápis geralmente não sai do papel até o fim da palavra, pode se combinar com um programa de acústica (uso da fonética no ensino da leitura) para reforçar uma direcionalidade da esquerda para a direita que conecta a escrita à leitura. "Eu acredito que uma das melhores maneiras de refletir a alfabetização é com uma bela mão. Como que um estranho irá saber o que está na sua cabeça se não for revelado no papel?", diz.

Por várias razões, algumas escolas particulares também mantiveram-se firmes seguindo a instrução cursiva. Na Arquidiocese de Denver, a caligrafia será ensinada no fim do segundo e início do terceiro ano. Eles enfatizam a importância da prática nos últimos anos para que se continuem desenvolvendo as habilidades, diz a superintendente, irmã Elizabeth Youngs.

"Tem um momento certo no desenvolvimento do cérebro em que você precisa aprender essa habilidade. Eu acredito que a escrita cursiva desenvolve parte do cérebro também. Você pode usar somente o teclado, mas isso não diminui a habilidade necessária da escrita cursiva", diz a freira.
Ela destaca duas razões: o prática promove a coordenação mão-olho que desenvolve o cérebro; e aprender a escrever letra cursiva significa aprender a lê-la também.

Na Escola Internacional Denver Monclair, alguns alunos aprendem a escrever em cursivo desde o jardim de infância  de acordo com os currículos padrões franceses e espanhóis. Parte do motivo reside no bom desenvolvimento da habilidade motora, diz o diretor executivo Adam Sexton, mas há também a questão do espaço.

"Ao ter palavras isoladas conectadas e em seguida ter espaço entre elas, a filosofia (cursiva) está ajudando-os a distinguirem as palavras individuais", disse Sexton. "Eu não sei por que algumas escolas estão suspendendo", completa o diretor.

3 de fevereiro de 2011

De 100 alunos no ensino básico, 34 estão atrasados

Dados foram fornecidos pelo Inep à ONG Todos Pela Educação

O cenário na educação no Brasil é de grande atraso: 34 a cada 100 estudantes que estão no ensino médio sofreram defasagem ao longo da vida escolar. No ensino fundamental brasileiro, 23 a cada 100 estudantes estão atrasados nos estudos.

Os dados, que dizem respeito a 2009, foram fornecidos pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) à organização Todos Pela Educação.

No ensino médio, 45,9% dos jovens não está na série adequada à sua idade. Minas Gerais é o
Estado com o pior desempenho: 27,5% dos alunos estão defasados. No Espírito Santo, esse número é de 21,5%. São Paulo tem o melhor resultado, com 17,3% de atraso.

No ensino fundamental, Minas Gerais é o terceiro Estado pior colocado entre os da região Sudeste, com 20,02% de defasagem, atrás do Rio de Janeiro, com 28,4%, e do Espírito Santo (21,5%). São Paulo, novamente, é o Estado que tem menos alunos atrasados: 8,3%.

No Norte e Nordeste, o atraso é maior em comparação com as outras regiões do país. O destaque negativo fica por conta do Piauí. No ensino fundamental do Estado, 33,4% estão atrasados. Já no ensino médio, a taxa chega a 54,8%, mais da metade dos estudantes da rede.
Na outra ponta, o melhor resultado no Brasil é o de Santa Catarina, com apenas 15% e 16,7% de alunos com defasagem nos ensinos fundamental e médio, respectivamente.

Reprovação. Segundo professores ouvidos pelo Todos Pela Educação, o atraso escolar pode ser explicado, em boa medida, pela reprovação. Para eles, o único porcentual aceitável para a distorção idade-série é 0%. O ideal seria que nenhum professor reprovasse e que todas as crianças deveriam estar oito ou nove anos no ensino fundamental.

"As altas taxas de reprovação e de repetência não estão produzindo os efeitos de aprendizagem esperados", afirma Ocimar Munhoz Alavarse, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP).

Para a professora Inês de Almeida, da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), o processo ensino-aprendizagem não pode se resumir apenas à reprovação do aluno por notas. Ela defende que o professor dê aos estudantes condições de chegar ao resultado final sem se restringir às provas.


7 de janeiro de 2011

O Brasil é um país "sem educação"

Leio muitos artigos sobre a educação no Brasil que são publicados em revistas de grande circulação. Às vezes, fico revoltada com o que leio porque os autores desses artigos ficam muito presos a estatísticas e pesquisas acadêmicas.

É muito comum apontarem que o baixo rendimento dos alunos estaria na formação deficiente dos professores, que não saberiam motivar seus alunos nem preparariam suas aulas com antecedência. Mas, nas pesquisas, não é relatado o que, na realidade, ocorre dentro de uma escola e que fatores são os grandes determinantes do baixo rendimento escolar.

A maioria dos alunos é indisciplinada, não traz o material necessário para as aulas, não cumpre os deveres de casa e, durante as aulas, não presta atenção às explicações e fica conversando o tempo todo. Muitos não dão importância aos estudos e alegam que estão na escola porque os pais obrigam.

As brigas entre alunos acontecem com muita frequência; são violentos e se agridem verbalmente com muitos palavrões. A escola, para esses alunos, serve como refúgio - uma ilha de segurança. Ela é utilizada como praça pública, onde o que menos interessa é estudar e adquirir conhecimento. O ambiente é utilizado pela maioria para a socialização, para namorar e, às vezes, para o uso de drogas. Muitos não têm respeito pelos professores, que são agredidos verbalmente e, às vezes, até fisicamente. O pior de tudo é que, no fim do ano, esses alunos são premiados com a aprovação compulsória nos anos iniciais do ciclo.

Com alunos comprometidos, sem disciplina em sala de aula, é um desafio prover educação de qualidade. Dentro de um ambiente cheio de conflitos, os bons alunos são muito prejudicados, já que não conseguem ter uma aula de qualidade. O professor não consegue alcançar seu objetivo. É certo que, quando estamos trabalhando com turmas de bons alunos, em que a aula acontece da forma como foi programada, sentimos-nos realizados e valorizados.

Diante desse triste quadro, nós, professores, sentimos-nos completamente desmotivados.

O índice de adoecimento da classe é alto. As escolas estão funcionando, muitas vezes, com um alto grau de absenteísmo entre professores. Às vezes, as turmas ficam grandes períodos sem o docente de determinada disciplina, substituído por colegas que, simplesmente, "tapam o buraco". Muitos professores estão deprimidos, sem condições de exercer o bem mais precioso que Deus nos deu: o trabalho.

Fica aqui o convite aos pesquisadores em geral: que eles venham para dentro das escolas, fiquem um bom período trabalhando como professores para poder compreender o que realmente acontece; a partir daí, poderão avaliar melhor a baixa qualidade do ensino na escola pública.

Hoje, o professor trabalha em péssimas condições. Por isso, fica a pergunta: como mudar essa situação? Continuaremos à margem da educação de qualidade?

Escrito por: NÁDIA HELENA BRAGA
Professora da rede municipal de ensino de Belo Horizonte

20 de dezembro de 2010

Cai número de alunos matriculados em escolas no país

Segundo MEC, 51,5 milhões estão inscritos nas redes privada e pública.

O número de alunos matriculados nas escolas públicas e privadas do país caiu na comparação entre os dados de 2010 e de 2009. Segundo o Ministério da Educação (MEC), 51,5 milhões de pessoas estão matriculadas no país, neste ano. Em 2009, eram 52,5 milhões.

Os números fazem parte do Censo Escolar, dos dois últimos anos. A edição 2010 foi divulgada nesta segunda-feira (20). De acordo com as informações publicadas no "Diário Oficial da União", 42.987.115 pessoas estão inscritas nas redes estadual e municipal. O número representa 22,5% da população total brasileira.

Na soma referente às redes estadual e municipal, estão incluídas as matrículas na creche, pré-escola, ensino fundamental e ensino médio (incluindo o médio integrado e normal magistério), no ensino regular e na educação de jovens e adultos presencial (incluindo a EJA integrada à educação profissional), além de educação especial.

O MEC diz que o Censo Escolar reúne números enviados pelas secretarias estaduais e municipais de Educação e tem a participação de todas as escolas públicas e privadas do país. As informações são usadas para traçar um panorama nacional da educação básica e servem de referência para a formulação de políticas públicas e execução de programas na área da educação.

Fonte: g1

2 de dezembro de 2010

Mais de 85% dos estudantes brasileiros são reprovados em matemática

Apesar disso, Todos Pela Educação aponta melhora com relação aos anos anteriores.

Alunos da segunda metade do ensino fundamental (do sexto ao nono ano) e do ensino médio de escolas públicas e particulares têm sérios problemas no aprendizado de matemática e não atingiram as metas definidas pela ONG Todos Pela Educação, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (1º).

Mais de 85% dos estudantes do nono ano do fundamental em todo o país foram "reprovados" em álgebra, geometria e outras áreas da matemática, de acordo com a pesquisa. Isso significa que só 14,8% tiveram pontuação adequada. A meta para 2009 não era muito alta - bastava que 17,9% dos alunos tivessem nota satisfatória.

O desempenho dos estudantes e as metas levam em conta a pontuação dos alunos no Saeb, sistema de avaliação do ensino básico realizado pelo MEC (Ministério da Educação). Apesar de terem se saído mal, os estudantes voltaram a ter desempenho equivalente à 2003, quando 14,7% deles foram "aprovados" em matemática.

Depois de 2003, em duas avaliações do Saeb (2005 e 2007), menos estudantes foram bem na área - 13% e 14,3% respectivamente. Só em 2009 é que houve recuperação na área, ainda que abaixo da meta.

Segundo Priscila Cruz, diretora executiva do Todos Pela Educação, falta um projeto definido para os anos compreendidos entre o sexto e o nono ano do ensino fundametal.

- Existe uma preocupação grande com a alfabetização, com os pequenos e com o ensino médio; com os jovens que são o futuro do país. Mas esses estudantes quebram o ritmo justamente aí [entre o sexto e nono ano do fundamental]. Se ele vem bem e não recebe a atenção devida, não vai chegar bem ao ensino médio também.

Para Mozart Neves Ramos, presidente executivo da ONG, é preciso valorizar o professor de matemática. Para ele, há falha na preparação do aluno de licenciatura de matemática.

- A Academia não prepara o futuro professor de escola pública, porque não conhece a realizade da escola pública e os problemas sociais daqueles alunos, suas deficiências de aprendizado. Ela [academia] prepara apenas para o mestrado. E é lógico que ao se formar, ele [aluno] vai preferir ganhar uma bolsa de R$ 1.300 para estudar a dar 40 horas semanais de aula por R$ 900 mensais. Isso sem falar nos riscos de violência para chegar ao trabalho, já que muitas escolas ficam em locais perigosos.

Ramos defende não só um melhor preparo e salário aos educadores, como destaca também a importância de um plano de carreira e infraestrutura nos colégios para a qualidade do ensino em qualquer disciplina.

Ensino médio

No ensino médio, os estudantes foram ainda pior - só 11% dos jovens matriculados nos colégios tiveram nota satisfatória em matemática, o que significa que 89% deles não aprenderam o suficiente. Mais uma vez, a exigência não era alta - bastava que 14,3% atingissem boa pontuação para cumprir a meta.

Mais uma vez, o número significou uma ligeira melhora com relação aos anos anteriores do Saeb - em 2007, apenas 9,8% dos estudantes haviam se saído bem em matemática; já em 2005, o número foi de 10,9%.

No primeiro ciclo do ensino fundamental, a melhora em matemática foi patente - a meta era de que 29,1% dos estudantes tivessem desempenho satisfatório, mas o número chegou a 32,6%, quase um terço do total de estudantes matriculados. A quantidade de alunos com boas notas subiu de 15,1% em 2003 para 18,7% em 2005, chegando a 23,7% em 2007 e ao atual patamar, em 2009.

Todas as regiões

Em ambos os níveis de ensino - fundamental e médio -, todas as cinco regiões do país tiveram "nota vermelha" em matemática. A pontuação mais baixa foi para a região Norte, em que apenas 4,9% dos alunos tiveram pontuação satisfatória na área.

Na opinião da diretora-executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz, os dados apontam que os alunos matriculados nas escolas públicas têm aprendizado "muito distante do adequado nas matérias que são a base escolar", como matemática.

- É preciso olhar para o presente e enxergar que o futuro destas crianças está definitivamente comprometido.


fonte:R7

29 de novembro de 2010

Classe D já é o dobro da A nas universidades públicas

Os dados fazem parte de um estudo do instituto Data Popular.

A classe D já passou a classe A no número total de estudantes nas universidades brasileiras públicas e privadas. Em 2002, havia 180 mil alunos da classe D no ensino superior. Sete anos depois, em 2009, eles eram quase cinco vezes mais e somavam 887,4 mil. Em contrapartida, o total de estudantes do estrato mais rico caiu pela metade no período, de 885,6 mil para 423, 4 mil. Os dados fazem parte de um estudo do instituto Data Popular.

"Cerca de 100 mil estudantes da classe D ingressaram a cada ano nas faculdades brasileiras entre 2002 e 2009, e hoje temos a primeira geração de universitários desse estrato social", observa Renato Meirelles, sócio diretor do instituto e responsável pelo estudo. Essa mudança de perfil deve, segundo ele, ter impactos no mercado de consumo a médio prazo. Com maior nível de escolaridade, essa população, que é a grande massa consumidora do País, deve se tornar mais exigente na hora de ir às compras.

O estudo, feito a partir dos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela também que as classes C e D respondem atualmente por 72,4% dos estudantes universitários. Em 2002, a participação dos estudantes desses dois estratos sociais somavam 45,3%. São considerados estudantes de classe D aqueles com renda mensal familiar entre um e três salários mínimos (de R$ 510 a R$ 1.530). Os estudantes da classe C têm rendimento familiar entre três e dez salários mínimos. Já na classe A, a renda está acima de 20 salários mínimos (R$ 10.200). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

Fonte: g1

26 de novembro de 2010

MEC corta 512 vagas de medicina em 12 cursos de instituições particulares

Doze cursos de medicina que obtiveram resultados insatisfatórios nas avaliações do Ministério da Educação (MEC) terão que reduzir o número de vagas ofertadas. No total, o MEC determinou o corte de 512 vagas em instituições particulares do Rio de Janeiro, Amazonas, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, de São Paulo e Minas Gerais. As medidas foram publicadas nesta quinta-feira (25), no Diário Oficial da União.

Parte dessas instituições já tinha assinado termos de saneamento com o compromisso de melhorar a qualidade do ensino ofertado, mas os problemas persistiram. As principais deficiências apontadas pela comissão de supervisão do MEC são campo de prática insuficiente para os alunos, corpo docente sem a qualificação necessária e infraestrutura inadequada.

A maior parte dos estabelecimentos de ensino que sofreu o corte das vagas é do Rio de Janeiro: Centro Universitário de Valença (menos 20 vagas), Centro Universitário de Volta Redonda (menos 40 vagas), Universidade Severino Sombra (menos 80 vagas), Universidade Iguaçu – Campus Itaperuna (menos 90 vagas) e Campus Nova Iguaçu (menos 50 vagas). Em São Paulo, a redução foi nos cursos de medicina da Universidade de Marília (menos 50 vagas ), Universidade Santo Amaro (menos 20 vagas) e Universidade Ribeirão Preto (menos 32 vagas).

As outras instituições penalizadas foram o Centro Universitário Nilton Lins (menos 40 vagas), do Amazonas, a Universidade Luterana do Brasil (menos 60 vagas), do Rio Grande do Sul, a Universidade de Uberaba (menos 20 vagas), de Minas Gerais, e a Faculdade Integradas da União Educacional do Planalto Central (menos dez vagas), do Distrito Federal. As instituições têm até 30 dias para recorrer da decisão.

Duas instituições federais que também apresentaram resultados insatisfatórios nas avaliações cumpriram as medidas de saneamento determinadas pelo MEC. O processo de supervisão do curso de medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) foi arquivado. No caso da Universidade Federal da Bahia (Ufba), o MEC avaliou que as medidas foram “parcialmente cumpridas” e determinou que sejam apuradas as responsabilidades de servidores pelo não cumprimento de algumas recomendações, além de relatórios semestrais sobre atividades docentes.

Agência Brasil

11 de novembro de 2010

Professora do decote anuncia que vai processar a escola

Diretora explica que apenas sugeriu que ela se vestisse de maneira adequada

Após ter sido orientada pela direção da Escola Estadual José Gabriel de Oliveira, em Vespasiano, na região metropolitana da capital, a usar trajes mais discretos, a professora de ciências Alexandra Maria Aleixo, 38, pretende agora acionar a Justiça. Para ela, o pedido da diretora foi uma "humilhação". "Fui discriminada pelo corpo que tenho e estou pensando em buscar meus direitos". A professora disse que não retomará as aulas na escola. "Não volto", afirmou.

Estarrecida com a repercussão do caso, a diretora Vânia Rosália afirmou que seu intuito foi apenas alertar a professora sobre a inconveniência de ela usar decotes e roupas curtas em sala de aula. "Eu também gosto de usar roupas exuberantes, mas em local apropriado", resumiu.

Ontem, a polêmica sobre as roupas da professora dominou as conversas nos corredores da instituição. "Essa professora adora se exibir, já veio de short e de vestido curtinho. Quando ia apagar o quadro, mostrava tudo", disse uma funcionária da escola. Por ali, ninguém acreditava que a professora procurou a imprensa para contar o caso. "Não imaginava que ela preferisse resolver isso na mídia, não achei que fosse dar essa repercussão", disse a diretora.

Alheia ao rebuliço, a professora passou a manhã e tarde de ontem se desdobrando para atender aos vários pedidos de entrevista, após a divulgação do caso.

Nitidamente empolgada com a repercussão do caso, Alexandra mal apareceu no noticiário e já foi reconhecida na rua, assim que saiu de casa, pela manhã. "Não esperava esse assédio, mas estou gostando", disse a loira, que, ontem, ao receber novamente a reportagem, exibiu seus trajes de dança do ventre. Estudante de fisioterapia, Alexandra também trabalha com serviços estéticos.

Na escola, professores e pais de alunos reafirmavam que é necessário bom senso ao se vestir para dar aula para adolescentes. "Ela tem que ir à escola para educar e, não, para aparecer. Professor tem que ser discreto", disse Liliana Batista, mãe de um estudante. "Esses trajes são insinuantes e despertam os alunos para outras coisas", disse outra mãe.

A recomendação da Secretaria de Estado de Educação (SEE) é que cada diretor analise casos que ultrapassem o razoável.
Análise
O uso de trajes curtos por professores dentro de sala de aula foi criticado por Ângela Dalbem, pedagoga da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que trabalha com cursos de formação de professores. Para ela, qualquer profissional deve usar roupas adequadas no local de trabalho. "Professor tem que ter comportamento exemplar, precisa cuidar para ser respeitado e não se portar para ser desejado sexualmente", disse.


Geisy Arruda não gosta da comparação
Ao ser abordada pela direção da escola, a professora Alexandra Aleixo teria se lembrado do caso Geisy Arruda, a universitária paulistana que alcançou fama após ter sido discriminada, disse a diretora.
Geisy, a original, evitou comentar o caso, mas disse que recrimina pessoas que sobem na vida querendo se aproveitar de outras. "Se quer fama, tem que ser pelo talento e mérito. No meu caso, fui humilhada, não foi brincadeira".
Sobre ser considerada a "Geisy de Minas", a professora disse que "acharia ótimo". "Também aceito convites para ser modelo e fazer ensaios fotográficos", emendou. (RRo)



A professora Alexandra Aleixo disse que está sendo discriminada. A senhora concorda? Jamais tive essa intenção. Apenas quis alertá-la. Fui delicada, amena e respeitosa. Fiz isso apenas para ela não cair no ridículo. Nunca esperava que fosse dar tanta repercussão.

Mas o que a senhora pediu que a deixou tão abalada? Apenas para que verificasse o tipo de vestimenta que ela estava usando em uma instituição de ensino.

O que motivou a senhora a ter essa conversa com a professora? Pais de alguns alunos estavam reclamando, falando que a roupa dela era inadequada.

Uma professora usar decotes atrapalha a aula? Isso atrapalha o rendimento dos alunos, pois eles passam a prestar mais atenção no corpo da professora do que no conteúdo. Se o vestuário dela está inadequado e afeta a qualidade da aula, aí passa a ser algo grave, que atrapalha o desempenho escolar.

Mas ela é uma professora ruim? Não, digamos que é uma professora regular, razoável. Não é formada, portanto, não posso cobrar dela na mesma medida que cobro de professores com graduação completa.

Após a polêmica, ela vai continuar dando aulas na escola? Ela não foi proibida de dar aula.

Como está sendo a repercussão na escola? Creio que alguns pais estão chocados com a atitude dela em chamar a imprensa, mas ela preferiu ir para a mídia.

10 de novembro de 2010

Escola "reprova" professora por vestir roupas insinuantes

Professora Alexandra
Alunos não estariam prestando atenção nas aulas; assunto é polêmica no corredor

As aulas na Escola Estadual José Gabriel de Oliveira, em Vespasiano, não são mais as mesmas desde junho deste ano, quando a chegada da nova professora de ciências provocou desconforto em alguns alunos, pais e professores. As roupas da docente - justas e decotadas - estariam causando constrangimento, principalmente, à direção da escola. Em reunião, na última segunda-feira, Alexandra Maria Aleixo, 38, foi orientada a mudar o estilo das roupas para frequentar a instituição. A professora acredita estar sendo discriminada por ter um corpo exuberante.

"As diretoras disseram que eu estava causando tumulto na escola e era para trocar minhas roupas. Falaram que os alunos estavam dizendo que meus seios e bunda são gostosos, que eu sou gostosona", contou Alexandra. Ainda conforme a professora, ela foi informada que a polêmica sobre suas vestimentas dominava os corredores do colégio. "Fui pega de surpresa. Nenhum aluno nunca mexeu comigo, não que eu tenha notado".

A diretora não foi localizada ontem. Sua vice, Márcia Ferreira Lopes, confirmou que Alexandra foi, de fato, convidada para uma conversa informal. "Tem que ter bom senso. Professor não pode vir dar aula com decote, senão desperta o interesse dos alunos. Não achei que fosse virar polêmica, pois ela disse que ia mudar", afirmou a vice-diretora.

Para a professora, o grande motivo da polêmica são seus atributos físicos. "Fui discriminada pelo meu corpo. Meu bumbum é grande, vou fazer o quê? Cortar? Vou ser punida por isso?", contesta. Além de lecionar ciências, a professora termina o curso de fisioterapia, dá aulas de dança do ventre e também faz trabalhos de estética.

Casado com Alexandra há 21 anos, Gervásio Gomes Júnior estranhou o fato de sua mulher passar a noite inteira de anteontem chorando. "Ela demorou a me contar o que houve. Se os alunos estão elogiando, quer dizer que ela é bonita. Fico satisfeito", afirmou. Para ele, o pedido da diretora não passa de perseguição.
Na porta da residência do casal, uma placa dos serviços de estética exibe Alexandra como garota-propaganda. Enquanto ela conversava com a reportagem, demonstrava preocupação em sair bem nas fotografias. Questionada se preferiria usar roupas decotadas ou dar aulas, a professora foi enfática: "Sou vaidosa e vou continuar usando minhas roupas. Não me visto diferente de ninguém".

Para alunos, não há problemas
Vários alunos disseram não ver problema algum na forma com que a professora de ciências se veste. Outros até afirmaram desconhecer a polêmica.
A reportagem conversou com estudantes de ambos os sexos, e a maioria se diz indiferente diante das roupas de Alexandra. "Ela é uma ótima professora e se veste do jeito que quiser", disse uma aluna.
"Ela gosta de decote mesmo e os alunos ficam de olho", discordou uma colega. Já os meninos se mostraram favoráveis à maneira com que a professora vai às aulas. (RRo)

Barrada na porta
Sete Lagoas. Em fevereiro deste ano, uma aluna do curso de educação para jovens e adultos (EJA) foi barrada na portaria de uma escola estadual em Sete Lagoas, na região metropolitana de BH, por usar um vestido curto.

9 de novembro de 2010

Método italiano auxilia educadores brasileiros

Inspirados pelo trabalho realizado nas escolas de infância de Reggio Emilia, no norte da Itália, começamos, em 2009, a utilizar como ferramenta de reflexão educativa a documentação pedagógica, uma estratégia ética investigativa, que dá voz à infância.

Tal estratégia, diferentemente do registro de atividades que sempre foi feito nas escolas, possibilita a visualização da originalidade dos processos construtivos das crianças e de suas experiências individuais e em grupo, por meio de textos escritos, imagens e objetos.

A análise desses documentos, ao reunir flagrantes da rotina das crianças da educação infantil, permite a nós, educadores, revisar nossas práticas para compreender melhor a cultura da infância.

Esses documentos, analisados e interpretados com outros educadores, oferecem-nos as condições para entender e transformar o cenário do cotidiano escolar e instigam-nos a um contínuo crescimento profissional.

Quando os documentos são revistos pelas crianças, elas têm a oportunidade de compartilhar suas ideias, tomar consciência de sua aprendizagem e aprender a apreciar e respeitar o trabalho do colega, fortalecendo vínculos e construindo um ambiente cooperativo.

Além disso, os pais também têm condições de conhecer situações vivenciadas pelo filho, o que, às vezes, até surpreende a família.

Essa experiência tem-nos proporcionado o desenvolvimento de uma escuta mais atenta e cuidadosa dos saberes das crianças.

escrito por:MARIA MARGARIDA C. DA SILVEIRA
Supervisora pedagógica


fonte:Otempo

20 de outubro de 2010

Sites auxiliam alunos a estudarem para o Enem

SÃO PAULO. A geração que cresceu tendo a internet como companhia está, aos poucos, descobrindo que a rede pode ser uma aliada nos estudos. Os portais de internet, blogs, YouTube, Facebook, Twitter e jogos online têm virado parceiros de professor e aluno na preparação para o Enem e demais vestibulares. Para o especialista em educação e professor do colégio Arquidiocesano José Everaldo Nogueira Júnior, a metodologia das provas do Enem tornou a internet uma ferramenta fundamental. "É um casamento ótimo. A leitura na internet gera uma infinidade de links, de conexões. Você pode ler diferentes opiniões, ver vídeos". Ao se colocar a palavra-chave "Enem" em uma busca simples no Google, são achados 5.990.000 resultados.
Com um pouco de paciência, é possível encontrar instrumentos que auxiliem no estudo. No entanto, a maioria desse material ainda está dispersa e nem sempre o estudante consegue filtrar o que realmente pode ajudar. "Essa foi uma de nossas ideias. Centralizar e produzir material de qualidade para o ensino a distância, voltado para o Enem"', afirma Luzia Regina Alves, desenvolvedora do EuNoEnem.
Com 15 mil alunos cadastrados, o site (www.eunoenem.com.br) traz aulas online, simulados, vídeos educativos no YouTube, conteúdo em MP3, dicas de redação e um blog sobre atualidades. Twitter e Facebook são usados para alertar sobre novas postagens no site. "Pelo perfil dos estudantes, entre 16 e 17 anos, sabíamos que a internet seria um parceiro natural nos estudos", diz Luzia Alves.
Com proposta semelhante, o site O Povo no Enem (enem.fdr.com.br) traz conteúdo focado no Enem. Desenvolvido pela Fundação Demócrito Rocha, de Fortaleza, o site nasceu para divulgar material didático. Com a internet, porém, foi possível agregar conteúdos, com vídeo e aulas em formato de rádio, que podem parar no aparelho MP3 dos alunos. Na mesma linha, estão os sites www.mandebemnoenem.com.br, www.pordentrodoenem.com.br, www.enemdicas.com.br e o portalenem.com.br.
Para Jucimara Roesler, diretora da Unisul Virtual, universidade catarinense com mais de 15 mil alunos matriculados no ensino a distância, a internet e as mídias sociais são pouco exploradas em suas possibilidades. "As possibilidades são várias e essa geração está conectada. É preciso haver orientação do professor para usar esse potencial".
Aluno poderá levar apenas caneta preta
Brasília. Os candidatos que farão o Enem nos dias 6 e 7 de novembro só poderão levar para a prova caneta esferográfica de tinta preta. De acordo com o MEC, a medida foi adotada por questões de segurança e não será permitido o uso de lápis, borracha, apontador, lapiseira ou grafite. Além de caneta preta, os candidatos não podem se esquecer de levar um documento original de identificação com foto e o cartão de confirmação de inscrição, que deve chegar à casa dos participantes até 25 de outubro.
Dúvidas
Serão aceitos como documento de identificação: carteira de identidade, carteira de trabalho, passaporte, carteira de habilitação com foto ou identificação fornecida por ordens ou conselhos de classes que, por lei, valham como documento de identidade.

O Inep publicou na internet uma lista de respostas às principais dúvidas dos candidatos. Também estará disponível um sistema online para consulta aos locais de prova, informação que consta nos cartões de confirmação enviados aos participantes.

fonte:Otempo

24 de setembro de 2010

Excesso de falta às aulas pode esconder a rejeição à escola

Número alto de atestados médicos aos alunos prejudica o aprendizado

NOVA YORK, EUA. A rejeição à escola é qualquer tipo de ausência em um dia letivo, desde fobia até vadiagem para matar aula, que pode ser ocasionada pelas ações ou vontades da criança. Esse tipo de problema é um tema interdisciplinar que cabe a pedagogos, psicólogos e pediatras. Então, para resolver esse problema, é importante que professores, psicólogos e pediatras trabalhem juntos.

Na verdade, quando a mãe ou o pai leva o filho ao pediatra por algum motivo que o faça perder aula, o médico deve ser o primeiro a notar se o problema é realmente médico ou psicológico, um mecanismo de defesa para se rejeitar a escola. Para muitas criança receosas, existe a possibilidade de uma avaliação sobre seu desenvolvimento. Na verdade, ao não quererem ir estudar, muitas crianças estão evitando coisas na escola que as deixavam desconfortáveis, como as interações no ônibus e os contatos físicos no parquinho. Muitas também podem evitar os momentos acadêmicos nos quais alguém poderia perceber que elas estavam com dificuldade. Outro motivo pode ser a vontade de ficar grudado na mãe, para que ela tome conta da criança e vice-versa.

Helen Egger, psiquiatra infantil e epidemiologista do Centro Médico da Universidade Duke, estudou a relação entre a rejeição à escola e condições como depressão e distúrbio de ansiedade e detectou que aproximadamente 25% das crianças no estudo que mostraram comportamento de rejeição à escola tinham problemas de ansiedade. "A rejeição ao ambiente escolar pode estar fortemente associada tanto à depressão quanto à ansiedade", disse ela.

Barbara Howard, pediatra especialista em desenvolvimento e comportamento da Universidade Johns Hopkins, atende casos mais extremos de rejeição à escola - entre eles, crianças cujos dias letivos são complicados por problemas médicos ou de aprendizado. Algumas têm dificuldade desde o primeiro dia do jardim de infância, pois elas não estão preparadas para se separar dos seus pais ou porque são particularmente ansiosas, sendo que precisam de ajuda com ajuste inicial.

"Deveríamos tomar cuidado para não deixarmos as crianças ainda mais ansiosas", disse ela. "Precisamos nos certificar que elas possam levar o bichinho de pelúcia com elas", sustenta.

E quando as crianças ficam ansiosas quanto a voltar à escola, é especialmente importante perguntá-las se existe algum problema específico - bullying ou banheiro sem porta, por exemplo. Mesmo assim, descobrir e resolver esse problema não necessariamente proporciona as habilidades que uma criança ansiosa precisa para se sentir confortável na escola.

fonte:Otempo

23 de agosto de 2010

Fobia escolar prejudica as relações sociais

No começo do ano letivo ou na volta das férias, no mês de agosto, a volta das férias traz uma série de complicações para muitos estudantes.

Nem sempre o retorno é motivo de comemoração, trazendo, ao contrário, só aborrecimento. O que preocupa são os transtornos relacionados à chamada fobia escolar. "Fobia em geral, trata-se de um deslocamento da ansiedade relacionada a uma situação insuportável por outra menos alarmante", classifica a psicoterapeuta Maria Irene Maluf.

Segundo a especialista, a fobia escolar, especificamente, corresponde a uma recusa prolongada da criança ou jovem em ir à escola, sem motivo aparanete. A obrigação em frequentar as aulas faz com que ele sofra com fortes reações de ansiedade.

"As maiores consequências são os prejuízos no rendimento escolar e nas relações so-ciais", aponta a especialista. Cerca de 20% das crianças, entre três e 14 anos, sofrem do distúrbio. A fobia surge com mais frequência entre os meninos, no início da pré-escola e os alunos entre 11 e 12 anos, por volta da 5.ª série.

Queixas vagas

A psicopedagoga diz que entre os pequenos os sintomas são mais agudos, contudo, apresentam um prognóstico melhor do que no caso dos pré-adolescentes.

"Neste grupo, o aparecimento dos sintomas é gradual, mas muito intensos, graves e du-radouros", acrescenta. Eles começam com queixas vagas. Um diz que o professor é chato, outro que não gosta dele, que a matéria é desinteressante ou que os amigos se distanciaram, entre outras desculpas. Inventam doenças até que se estabelece a total e irrestrita recusa, inclusive, de levantar-se da cama.

O distúrbio costuma estar associado a uma perturbação de comportamento no contexto familiar, o que torna o problema mais amplo, segundo Maria Irene Maluf.

"Estudos demonstram que 20% dos adultos que sofrem de pânico e agorafobia (medo de lugares públicos) têm uma história de fobia escolar na infância. Provavelmente o aspecto comum entre essas duas perturbações é a ansiedade de separação, que se manifesta de forma diversa na infância e na maturidade, ao invés de desaparecer", compara a educadora.

Insegurança

A fobia escolar costuma ser precedida ou acompanhada por perturbações do sono, dores difusas, vômitos e perda do apetite. "Surgem antecipações cognitivas de conseqüências negativas, ou seja, medo de castigos, de ser ridicularizado pelos co-legas; de ter uma avaliação ruim do professor; e medos inespecíficos que ao se proliferaram confundem e angustiam os pais", revela Maria Irene.

Só esses fatores explicam o problema, pois, na opinião da educadora, a escola nunca foi tão prazerosa como nos dias de hoje. No entanto, a situação de insegurança gerada pela violência aumenta a angústia dos pais, que acabam por ins-tigar a ansiedade de separação nos filhos.

"A hiperansiedade presente na fobia escolar é suscitada por uma gama muito grande de estímulos: baixo rendimento escolar, as relações sociais mal estabelecidas que geram insegurança e inibição, a baixa aprovação do grupo, uma preocupação excessiva com a competência pessoal etc.", exemplifica.

Acompanhamento

A psicopedagoga enfatiza que essa fobia é diferente de outros problemas que acometem o estudante durante a vida escolar. Cita como exemplos a reação transitória, que a criança pequena tem quando se separa da mãe para ir à escola ou a "recusa escolar", que não desencadeia a angústia, pois é algo passageiro.

"Para um profissional é relativamente fácil o diagnóstico de fobia escolar devido às suas características marcantes e persistentes. Medos racionais, justificados por mu-danças, medo do desconhecido, são normais e representam uma condição de pro-teção altamente recomendada. Porém, a criança que sistematicamente não quer ir à escola apresenta vários episódios de recusa, seguidos de vômitos, dores difusas, perturbações do sono, enurese, comportamentos ansiosos, sentimentos de culpa. Ela precisa de ajuda profissional", descreve Maria Irene.

A psicóloga Rosane Schiller afirma que o diagnóstico da fobia escolar carece de precisão, por, muitas vezes, a situação necessitar de melhor acompanhamento. "É considerado fobia, quando se trata de algo que impede a criança em frequentar a escola", reconhece.

A questão precisa ser trabalhada como patologia. A especialista explica que quadros de dificuldade costumam ser frequentes e variados, como por exemplo, a resistência em se separar dos pais, comum em crianças emocionalmente apegadas. "A questão de adaptação existe em qualquer situação, por isso é preciso cuidado para não problematizá-la mais do que o necessário", completa.

Quadros psicopatológicos

* Quando há severo prejuízo do interesse da criança
* Quando o desempenho global da criança está prejudicado
* Quando há prejuízo da atenção
* Quando há prejuízo na cognição.
* Prejuízo na apreensão de informações
* Pejuízo no processamento das informações

fonte:Paranaonline

16 de agosto de 2010

Trabalhador sem diploma pode ter certificado

Categoria. Os trabalhadores da construção civil estão entre os que podem se inscrever no programa

Trabalhadores que há muito tempo desempenham uma função, mas não têm diploma que comprove sua formação podem se inscrever no Programa Certific, a partir de hoje. As inscrições vão até 10 de setembro.

O Certific é uma parceria dos ministérios da Educação e do Trabalho e Emprego. Inicialmente, serão reconhecidos profissionais das áreas de música, pesca e aquicultura, turismo e hospitalidade, construção civil e eletroeletrônica. Tanto as inscrições quanto a própria certificação e emissão de diplomas são gratuitas.

Os interessados devem procurar o instituto federal de educação, ciência e tecnologia mais próximo. São 37 campi de institutos federais, em 13 estados mais o Distrito Federal, que oferecerão o Certific neste semestre - infelizmente, nenhum deles em território mineiro.

"O programa apresenta dois benefícios imediatos: a ampliação da possibilidade de acesso ao mercado de trabalho e a elevação da taxa de escolaridade da população adulta", disse Eliezer Pacheco, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação.

Método. Após se inscrever no sistema, o trabalhador será avaliado por uma equipe multidisciplinar composta por assistente social, pedagogo e especialistas da área.

Depois da entrevista, há duas possibilidades. Se for constatada a excelência do trabalhador, ele recebe um certificado do instituto federal comprovando sua qualificação. Caso sejam constatadas falhas técnicas, o próprio instituto federal se encarrega de oferecer a formação ao trabalhador.

Se for constatado déficit escolar, o trabalhador é encaminhado para uma escola de educação básica, para posteriormente receber o certificado.

O projeto oferece mais informações aos trabalhadores interessados pelo telefone 0800-616161.

fonte:Otempo

27 de julho de 2010

A decadência da escola, essa frágil instituição

Salvemos as nossas escolas

Houve tempo em que a escola era lugar de encontro, espaço de aprendizagem e troca de experiências: de vida e de cultura. Era considerada a extensão do lar, isto é, nela eram enfatizados e colocados em prática os valores adquiridos em casa, como respeito, higiene, honestidade, afeto e solidariedade.

Ela continua sendo, porém, há tempos que a primeira educação, provinda do lar, foi terceirizada, sendo delegada a outros a transmissão dos valores que deveriam ser adquiridos no berço. E aos pais coube a tarefa de defender seus filhos em qualquer hipótese, exercendo sua autoridade por meio do endosso das ações dos filhos, ainda que essas ações não condigam com os valores morais que deveriam ser transmitidos pelos pais. E, assim, assistimos horrorizados a educandos desafiando educadores. Utilizam frases do tipo: "Você sabe com quem está falando? Sou filho de ‘fulano de tal’, que vai meter um processo em você e até tirá-lo da escola". E vimos, estarrecidos, professores doentes, sem motivação para lecionar, ou sem condições de exercer o magistério, pois qualquer advertência ao aluno ou suspensão dele podem resultar em perseguição.

Quantas agressões ao ambiente escolar são desferidas pelos próprios alunos: pichações, incêndio de lixeiras e tantas outras. Salvemos as nossas escolas. Seja pública, seja particular, é dela que herdamos os aprendizados, os amigos e as melhores recordações do nosso evoluir físico, social e profissional na sociedade!

FÁTIMA SOARES RODRIGUES

19 de julho de 2010

Ranking do Enem mostra desigualdade entre escolas públicas e privadas

Das 20 melhores escolas de ensino médio do país, 12 estão na Região Sudeste, quatro na Região Centro-Oeste, quatro na Nordeste e apenas duas são públicas. O diagnóstico, que mostra a desigualdade entre as instituições dependendo da localidade ou do gestor, está no resultado do desempenho por escola no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009, divulgado hoje (19) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação.

O desempenho das escolas foi calculado com base na média total obtida por seus alunos nas provas objetivas e na redação. A média nacional, segundo o Inep, foi de 500 pontos. As escolas particulares conquistaram os melhores resultados e são maioria no ranking, com 18 das 20 posições. A melhor escola do país, segundo os resultados do Enem 2009, é o Colégio Vértice, de São Paulo, com média total de 749,7.

Em seguida, estão o Instituto Dom Barreto, de Teresina, com 741,59 pontos, e o Colégio São Bento, do Rio de Janeiro, que liderou a classificação nos últimos dois anos e, em 2009, teve média total de 741,32 pontos.

As duas únicas instituições públicas da lista das 20 com melhor desempenho no Enem são escolas ligadas a universidades. O Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (UFV) obteve média total de 734,66 pontos e ficou com a sétima colocação no ranking. Ligado à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), o Colégio de Aplicação Fernando R. da Silveira teve média total de 722,58 e aparece na 17° posição.

Com 249,25 pontos, metade da média nacional, o pior desempenho no exame foi o da Escola Estadual Indígena Dom Pedro I, em Santo Antônio do Içá, no Amazonas.

A participação no Enem é voluntária. Escolas com menos de 2% de participação de alunos no exame não tiveram suas médias divulgadas

fonte: Agência Brasil