São Paulo levou as ideias judaicas de sacrifícios para as suas epístolas, que são os primeiros escritos do cristianismo: "Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus em aroma suave" (Efésios 5,2). Compare-se esse texto com este de Moisés: "Assim queimarás todo o carneiro sobre o altar; é holocausto para o Senhor, de aroma agradável..."(Êxodo 29,18).Paulo condena também os sacrifícios de animais, mas para enfatizar a importância do de Jesus, que os substitui. Mas será que Deus se deleitaria mais com o de Jesus, que condenou os de animais? "Misericórdia quero, e não holocaustos"(Mateus 9,13). E não seria estranho que Jesus, apoiado por Deus, exigisse a sua própria morte na cruz, para o fim dos sacrifícios de animais? Deus e Jesus estariam por trás desse monstruoso pecado? E como pode um pecado tão grave como esse anular todos os pecados da humanidade? Para Deus seria mesmo mais importante o sacrifício de morte na cruz de seu Filho Jesus? Os teólogos, com sua teologia do sangue, não teriam confundido o Espírito do próprio Deus com um espírito atrasado que gosta de sangue?
Nenhum ser humano e nem mesmo Jesus sabem tudo, mas apenas Deus o sabe (são Mateus 24,36). Não é surpreendente, pois, que Paulo tenha cometido o erro de achar que Deus gostasse de sacrifícios. E, inicialmente, ele até ensinava, também erroneamente, que a segunda vinda de Jesus aconteceria com ele, Paulo, ainda encarnado: "Nós os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor..."(Tessalonicensses 4,15).
E é por causa de um texto de Paulo que muitos, equivocadamente, pensam - ou fingem que pensam - que Paulo é contrário à reencarnação: "E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez e, depois disto, o juízo"(Hebreus 9,27), o que nada tem a ver com a reencarnação. O que Paulo destaca é justamente a morte de Jesus na cruz, que foi uma vez só. A sequência da leitura do texto, que até continua com a inicial minúscula, nos mostra isso: "assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos..." (Hebreus 9,28). E são Paulo, nessa comparação, se referiu ao homem fenomênico, exterior (2 Coríntios 4,16), de barro, que morre mesmo uma vez só, voltando ao seu pó, e não ao homem interior (2Coríntios 4,16), que é o espírito imortal do homem, que apenas sai do homem, que morre, e volta para o mundo espiritual (Eclesiastes 12,7). É falso, pois, o argumento de que não se pode separar o espírito do homem do homem. As referências bíblicas mencionadas mostram-nos o contrário. E o homem vai para o cemitério, enquanto que seu espírito vai para o além. Ademais, o julgamento cármico paulino (2 Coríntios 5,10), após a morte, não é o único, pois há o do juízo final (1 Pedro 4,5), já que a jornada evolutiva do espírito não termina no túmulo.
E o homem que morre uma vez só vai também uma vez só para o cemitério, virando pó. Mas seu espírito jamais morre, jamais vai para o cemitério e jamais vira pó. E é esse espírito imortal que reencarna em outro homem que nasce e que sempre morrerá uma vez só!
Escrito por:José Reis Chaves
fonte:Otempo


1 comentários:
amigo sinto dizer le que seus escritos nao pasan de argumentaçoes baratas pois a biblia fa la bem claro qu eo unico que posue a imortalidade e o proprio DEUS e a humanidade na resureiçao pos volta de cristo ,,digo humanidade SALVA.... mas venho tambem parabenizalo por seus pensamento ,,faça uma auto analise
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