Ter amante seria forma de reassumir posto na relaçãoOs homens que ganham menos que suas mulheres são mais propensos a traí-las, especialmente se forem de origem latina, revela um estudo divulgado nos Estados Unidos. "Ganhar menos do que a mulher pode ameaçar a identidade de gênero dos homens, ao colocar em evidência a noção tradicional do homem como o arrimo da família", explica Christin Munsch, candidata a doutorado de sociologia da Universidade de Cornell e autora do estudo apresentado na segunda-feira na reunião anual da Associação Americana de Sociologia.
A reação masculina a uma situação econômica desequilibrada pode ser explicada como uma tentativa de reassumir o posto de homem da relação. "Ter várias parceiras pode ser uma tentativa de restaurar a identidade de gênero, ameaçada por uma situação como essa", explicou Christin.
O estudo mostrou ainda que a infidelidade aumenta notoriamente quando o homem que ganha menos que seu cônjuge mulher é latino -, provavelmente, porque sustentar economicamente a família "é um dos traços que definem a masculinidade entre os hispânicos".
Por outro lado, o mesmo estudo mostrou que os homens, cujos pares são mais dependentes dele, também são mais propensos a serem infiéis, o que se torna uma situação sem saída para as mulheres.
Entre elas. No entanto, é diferente no caso delas. Se uma mulher é o arrimo econômico da família, também é mais propensa a enganar seu companheiro, enquanto que, se ela depende de seu marido, é menos provável que seja infiel a ele.
"A feminilidade das mulheres não está definida por seu status econômico, e também não se define por suas conquistas sexuais. Portanto, a dependência econômica não é uma ameaça à feminilidade", afirma Munsch. "Mas, em função da dupla moral sexual, é provável que a dependência econômica leve as mulheres a serem mais fiéis".
A pesquisa de Christin indicou que mulheres que ganhavam os maiores salários eram mais propensas à traição, e os homens com rendas 25% maiores que as companheiras eram mais fiéis.
Metodologia. O estudo analisou casais heterossexuais entre 18 e 28 anos durante seis anos (de 2001 a 2007) e, a cada ano, os participantes deveriam responder a um questionário sobre seu relacionamento e sua renda, entre outras circunstâncias da vida em casal. Foram analisados os dados de 1.024 homens e 1.559 mulheres casados ou concubinos havia menos de um ano.
No geral, elas traem 50% menos, sugere pesquisadora
Washington. As mulheres são 50% menos propensas a enganar seus companheiros, sejam quais forem as circunstâncias, segundo o estudo da socióloga norte-americana Christin Munsch: entre os entrevistados, 6,7% dos homens nos Estados Unidos foram infiéis às suas mulheres num período de seis anos, contra 3,3% das mulheres.
O estudo mostrou que apenas 3,8% dos homens e 1,4% das mulheres admitiram ter traído o parceiro ao menos uma vez durante o período da pesquisa.
E, revelou a socióloga, "quanto maior a educação, menor é a probabilidade de que elas (as mulheres) sejam infiéis", o que parece indicar que a melhor maneira de evitar a traição sem renunciar a um trabalho bem remunerado, seria procurar um par numa biblioteca, num laboratório ou numa conferência.
fonte:Otempo


0 comentários:
Postar um comentário