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25 de outubro de 2009

Grid: a filantropia eletrônica

Tempo ocioso dos computadores é doado a instituições de pesquisa

Enquanto você atende uma ligação, pode ajudar a descobrir novos tratamentos para o câncer. Naqueles dez minutos que está no cafezinho, você pode contribuir para encontrar uma nova droga para o HIV e, até mesmo durante uma reunião, é possível dar uma colaboração para pesquisas sobre variações de arroz mais nutritivos e resistentes que irão diminuir a fome no mundo. Isso tudo sem gastar um tostão ou ter que se deslocar do seu ambiente de trabalho ou de sua residência.

Na mais nova forma de filantropia, o tempo ocioso de computadores é doado para que pesquisadores utilizem o processador da máquina para realizar cálculos que exigem um supercomputador, ou então, séculos para serem concluídos. O projeto World Community Grid (WCG) foi criado há seis anos com a colaboração da IBM e qualquer cidadão pode participar: basta fazer o download de um software que conecta a máquina do usuário a um supercomputador. Feito isso, a capacidade do computador comum, sempre que ele estiver inativo, será utilizada para o processamento de dados científicos.

Atualmente, sete estudos contam com a colaboração do Grid. "O programa faz uso do tempo que está sendo jogado fora. É tão simples que todo mundo pode aderir. É fácil de instalar, não altera a velocidade e não oferece qualquer perigo, pois o processador não armazena informações pessoais. Isso fica na memória da máquina. A IBM dá o aval quanto à segurança do software", explica Ruth Ahrada, executiva de cidadania coorporativa da IBM Brasil.

Atualmente, o Grid conta com 1 milhão de máquinas cadastradas, um número pequeno se levarmos em conta a quantidade de computadores no mundo. Mas isso já é o suficiente para superar a capacidade dos supercomputadores existentes. Entre os voluntários, está Erwin Rommel Oliveira, fotógrafo que mora em Belo Horizonte e participa do Grid há cinco meses.
"Vi uma matéria na televisão e achei interessante a forma como eles utilizam o tempo ocioso das máquinas. Como trabalho em duas máquinas, uma sempre é pouco utilizada. Percebi que podia usar esse tempo para auxiliar em uma pesquisa importante, a que busca uma vacina para a influenza. É uma coisa voltada para o bem, para ajudar as pessoas. São sempre pesquisas humanitárias", diz.

Quanto ao impacto do software sobre o computador, Erwin Oliveira diz que não percebeu nada diferente. "Ele só roda durante o tempo ocioso. Além disso, quando for baixar o software, você escolhe quanto do processador você quer doar. A mim, nunca atrapalhou e não acredito que ninguém vai roubar dados, até porque eles não estão no processador", diz o fotógrafo.

Flash
O software do Grid recebe a menor prioridade no Windows (zero). Com isso ele, só utilizará o processador quando nenhum outro programa estiver rodando





fonte:otempo

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