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19 de outubro de 2009

Desafio da educação

Como em todos os anos, o Dia do Professor, em 15 de outubro, deu oportunidade a que ocorressem variadas manifestações, principalmente da parte dos interessados. Objetivo era chamar a atenção da sociedade para a importância desse profissional, encarregado da formação de futuros cidadãos.

Em São Paulo, a categoria ameaçou até fazer uma exibição de nudismo. A promessa não se cumpriu, mas os professores conseguiram colocar seus pleitos salariais. A propósito, a data ensejou a divulgação de como anda a remuneração dos docentes, em especial daqueles que atuam na base da educação.

Esses são, de fato, grandes sacrificados. Literalmente, pegam pedras brutas e têm de lapidá-las através dos anos. Nisso, não encontram, muitas vezes, nem o interesse dos alunos nem de suas famílias. Estas, por deficiência cultural, têm uma consciência muito tênue do valor da educação.

Para realizar esse trabalho árduo, 1,7 milhão de professores das redes públicas municipais e estaduais recebem um salário médio de pouco mais de R$ 1.500. Em 16 Estados, no entanto, ele é inferior à média nacional. A pior remuneração é de Pernambuco: R$ 980. A melhor, do Distrito Federal: R$ 3.300.

Não são valores desprezíveis e estão melhorando ano a ano. Nos últimos cinco anos, os ganhos foram de 53%. Os governos vêm aumentando os investimentos em educação. E, pelo menos no discurso, o professor tem sido revalorizado. A sociedade é que não confere mais ao professor o prestígio que já lhe dispensou.

Observa-se isso no ambiente menos amistoso das escolas. Professores têm sido agredidos por alunos. As novas gerações demonstram pouco interesse em seguir o magistério. Isso se reflete na falta de professores, principalmente nas escolas públicas, repercutindo na qualidade da educação.

Educação é um desafio. Não será vencido sem o professor.

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