O estudo foi conduzido por uma equipe liderada pelo explorador Pen Hadow, o primeiro a fazer uma viagem sozinho ao Pólo Norte. Para medir a espessura do gelo no Ártico, ele percorreu mais de 400 quilômetros a temperaturas abaixo de - 40 º C. A conclusão de é que a massa de gelo flutuante tem, em média, 1,8 metro - considerado insuficiente para resistir ao derretimento do verão.
Segundo Hadow, as medições da superfície polar são capazes de detectar mudanças no gelo imperceptíveis em estudos feitos por computadores. "Nossas técnicas no gelo estão ajudando cientistas a entenderem melhor o que está acontecendo nesse frágil ecossistema", disse Hadow ao jornal The Daily Telegraph. "Para todos os efeitos, o [verão do] Ártico ficará livre de gelo dentro de uma década", alertou.
A conclusão de Hadow foi reforçada por uma análise feita pela Universidade de Cambridge. "Os dados da Catlin Arctic Survey apóiam a visão consensual de que o Ártico ficará livre de gelo no verão dentro de aproximadamente 20 anos e que muita dessa redução acontecerá dentro de dez anos", avaliou o professor Peter Wadhams, que já visualiza o Pólo Norte como um mar aberto no futuro.
Um dos problemas decorrentes do derretimento do gelo no Ártico é o agravamento do aquecimento global, já que a água absorve mais calor do que a neve.
fonte:veja


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