Related Posts with Thumbnails

7 de abril de 2011

Letra cursiva está ficando de lado, e a legibilidade também

Ênfase no ensino da caligrafia perde espaço diante do uso crescente do computador nas escolas

Denver, EUA. Em um mundo onde o uso do papel é cada vez menor, a ênfase na escrita cursiva perdeu-se no caminho. Nas escolas onde ela ainda é ensinada, o tempo dedicado à sua prática em geral, diminuiu. Mas grupos de adeptos ávidos ainda defendem com entusiasmo o seu lugar no currículo do ensino fundamental.

Na escola primária Grant Ranch, no Colorado (EUA), os professores têm ampla liberdade para abordar a escrita cursiva como acharem melhor - e suas abordagens refletem a crescente ambivalência institucional com relação à escrita livre. "Minha neta de 5 anos tem interesse pela escrita cursiva", diz Edward, um professor de tecnologia que lecionou na pré-escola por 12 anos. "Mas fazer com que ela a use, torná-la necessária, acho que não vai acontecer, porque a digitação é muito mais rápida", justifica.

Até este ano, a professora Sue Workman concordava com a ideia de que a eficácia da cursiva proporcionava uma habilidade fundamental para fazer anotações na escola e na faculdade. Então sua estagiária explicou que passou pela faculdade sem fazer anotações manuscritas.

Em cima disso, um dos professores de seu filho que estuda no ensino médio comentou que ele escrevia em linda letra cursiva - na verdade, ele era o único aluno que fazia isso. Aqueles eram os seus pontos de ruptura. "Se eles não estão usando quando estão mais velhos, por que estamos exigindo isso agora?", pergunta Workman. "As crianças não gostam de escrever em letra cursiva e é uma discussão todo ano. Eu decidi que essa é uma batalha da qual eu não vou participar mais. Agora, estou começando a acreditar que está realmente se tornando obsoleto".


O professor Steve Graham, da Universidade Vanderbuilt, que estudou a fundo instruções de escrita, não vê o desaparecimento da escrita à mão das escolas tão cedo. Estudos têm mostrado repetidamente que os processadores de textos produzem uma escrita geral melhor do que qualquer uma feita à mão, diz Graham, e os computadores tendem a predominar em casa e no trabalho. Mas as escolas não tem tecnologia suficiente para atender a todos os alunos.

A escrita à mão, ressalta Graham, carrega dois efeitos significantes - um "efeito escritor" e um "efeito leitor". O primeiro se refere à dificuldade de escrever rápido o suficiente para manter o ritmo com os pensamentos.

Mas o "efeito leitor" tem dois aspectos. Enquanto uma péssima caligrafia pode atrapalhar a mensagem, a qualidade da caligrafia legível tem mostrado ter uma influência "insidiosa" sobre como as ideias são percebidas. Em composições pontuadas somente na qualidade das ideias, a caligrafia ruim, mas legível, pode derrubar a pontuação, enquanto uma caligrafia bem legível, melhorar a nota final. O processador de texto elimina o efeito leitor por causa de sua legibilidade uniforme, diz Graham.

E, finalmente, muitos documentos em papel, tais como formulários de empregos que requerem respostas escritas à mão, irão desaparecer. "Não me entenda mal. Não estamos nesse ponto. Eu acho que escrever à mão é importante, porque as escolas não usam ferramentas do século XXI. Eu não a vejo desaparecendo ou toda criança tendo um computador, por enquanto, com poucas exceções", conclui.

Benefícios
Prática ajuda a desenvolver o cérebro e melhora a leitura

Denver. Cindee Will, diretora da Escola Primária James Irwin, no Colorado, cita as razões culturais e evolucionistas para se adotar a escrita cursiva. A letra de forma às vezes revela o que ela chama de "confusão no cérebro" não necessariamente a dislexia, mas um problema mais comum, manifestado, por exemplo, ao se confundir as letras b e d.


Will afirma que a escrita cursiva, na qual o lápis geralmente não sai do papel até o fim da palavra, pode se combinar com um programa de acústica (uso da fonética no ensino da leitura) para reforçar uma direcionalidade da esquerda para a direita que conecta a escrita à leitura. "Eu acredito que uma das melhores maneiras de refletir a alfabetização é com uma bela mão. Como que um estranho irá saber o que está na sua cabeça se não for revelado no papel?", diz.

Por várias razões, algumas escolas particulares também mantiveram-se firmes seguindo a instrução cursiva. Na Arquidiocese de Denver, a caligrafia será ensinada no fim do segundo e início do terceiro ano. Eles enfatizam a importância da prática nos últimos anos para que se continuem desenvolvendo as habilidades, diz a superintendente, irmã Elizabeth Youngs.

"Tem um momento certo no desenvolvimento do cérebro em que você precisa aprender essa habilidade. Eu acredito que a escrita cursiva desenvolve parte do cérebro também. Você pode usar somente o teclado, mas isso não diminui a habilidade necessária da escrita cursiva", diz a freira.
Ela destaca duas razões: o prática promove a coordenação mão-olho que desenvolve o cérebro; e aprender a escrever letra cursiva significa aprender a lê-la também.

Na Escola Internacional Denver Monclair, alguns alunos aprendem a escrever em cursivo desde o jardim de infância  de acordo com os currículos padrões franceses e espanhóis. Parte do motivo reside no bom desenvolvimento da habilidade motora, diz o diretor executivo Adam Sexton, mas há também a questão do espaço.

"Ao ter palavras isoladas conectadas e em seguida ter espaço entre elas, a filosofia (cursiva) está ajudando-os a distinguirem as palavras individuais", disse Sexton. "Eu não sei por que algumas escolas estão suspendendo", completa o diretor.

6 de abril de 2011

Camada de ozônio tem buraco recorde

Foi registrada redução de 40% durante o inverno no hemisfério Norte

Washington, EUA. O buraco na camada de ozônio acima do Ártico chegou a nível recorde segundo informações da Organização Meteorológica Mundial divulgadas ontem. A diminuição na camada acima da área chegou a 40% durante o inverno no hemisfério Norte. O recorde anterior era de 30%.

Para a OMM, substâncias que destroem a camada de ozônio continuam a ser emitidas, como os clorofluorcarbonetos (CFCs) - lançados na atmosfera por extintores de incêndio, sprays e refrigeradores. Apesar de recorde, o número já era esperado pelos especialistas do órgão ligado às Nações Unidas (ONU).

A perda de ozônio na atmosfera também acontece sobre a região da Antártida. Mas, segundo a OMM, os danos na região polar do hemisfério sul estão diminuindo com o tempo, com a recuperação da camada no local.

A camada protege a superfície terrestre da exposição exagerada a raios ultravioletas, que podem causar câncer na pele, cataratas nos olhos e comprometer o sistema de defesa do corpo de humanos. Os danos também atingem outros animais e plantações.



Prévia mundial. Nova Ranger

A Ford escolheu o Salão da Tailândia para lançar a nova geração da picape Ranger. O modelo será produzido também na África do Sul e na Argentina. E é do país vizinho que a Ranger chegará ao mercado brasileiro provavelmente até o final de 2012.


Rejeição dói tanto quanto queimadura,diz estudo

A dor da rejeição não é apenas uma figura de expressão ou de linguagem, mas algo tão real como a dor física. Segundo uma nova pesquisa, experiências intensas de rejeição social ativam as mesmas áreas no cérebro que atuam na resposta a experiências sensoriais dolorosas. “Os resultados dão novo sentido à ideia de que a rejeição social ‘machuca’”, disse Ethan Kross, da Universidade de Michigan, que coordenou a pesquisa.

Os resultados do estudo serão publicados esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
“A princípio, derramar uma xícara de café quente em você mesmo ou pensar em uma pessoa com quem experimentou recentemente um rompimento inesperado parece que provocam tipos diferentes de dor, mas nosso estudo mostra que são mais semelhantes do que se pensava”, disse Kross.
Estudos anteriores indicaram que as mesmas regiões no cérebro apoiam os sentimentos emocionalmente estressantes que acompanham a experiência tando da dor física como da rejeição social.
A nova pesquisa destaca que há uma interrelação neural entre esses dois tipos de experiências em áreas do cérebro, uma parte em comum que se torna ativa quando uma pessoa experimenta sensações dolorosas, físicas ou não. Kross e colegas identificaram essas regiões: o córtex somatossensorial e a ínsula dorsal posterior.
Participaram do estudo 40 voluntários que haviam passado por um fim inesperado de relacionamento amoroso nos últimos seis meses e que disseram se sentir rejeitados por causa do ocorrido.
Cada participante completou duas tarefas, uma relacionada à sensação de rejeição e outra com respostas à dor física, enquanto tinham seus cérebros examinados por ressonância magnética funcional.
“Verificamos que fortes sensações induzidas de rejeição social ativam as mesmas regiões cerebrais envolvidas com a sensação de dor física, áreas que são raramente ativadas em estudos de neuroimagens de emoções”, disse Kross.
O artigo Social rejection shares somatosensory representations with physical pain (doi/10.1073/pnas.1102693108), de Ethan Kross e outros, poderá ser lido em breve por assinantes da PNAS em www.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.1102693108.


Cientistas identificam gene ligado ao consumo de álcool

Uso exagerado da bebida mata 2,5 milhões em todo o mundo por ano

Londres, Reino Unido. Cientistas britânicos identificaram um gene que parece ter papel na regulação de quanto álcool uma pessoa bebe. Eles dizem que a descoberta poderia ajudar na busca por tratamentos mais eficazes contra o alcoolismo e as bebedeiras.

Em um estudo com mais de 47 mil voluntários, uma equipe internacional de cientistas descobriu que pessoas que possuem uma rara variante de gene chamado de AUTS2 bebem em média 5 por cento menos álcool do que as com a variante mais comum.

O gene AUTS2, também conhecido como "candidato 2 de suscetibilidade ao autismo", havia sido previamente relacionado ao autismo e à desordem de hiperatividade do déficit de atenção (ADHD), mas sua função real não está clara, disseram os pesquisadores.

"Claro que há uma porção de fatores que afetam o quanto de álcool uma pessoa bebe, mas nós sabemos que os genes desempenham um papel importante", disse Paul Elliott, do Imperial College de Londres, que integrou a equipe do estudo. "A alteração produzida por esse gene em particular é pequena, mas, ao encontrá-la, abrimos uma nova era de pesquisa", explicou.

Estatísticas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso prejudicial do álcool resulta em 2,5 milhões de mortes por ano em todo o mundo. Esse é o terceiro maior fator de risco no mundo para doenças como desordens neuropsiquiátricas, como é o caso do alcoolismo e epilepsia, bem como doença cardiovascular, cirrose do fígado e várias formas de câncer.

Gunter Schumann, do Instituto de Psiquiatria do King's College, de Londres, disse que a combinação de estudos genéticos e dados comportamentais deve ajudar os cientistas a compreender melhor as bases biológicas dos motivos pelos quais as pessoas bebem, algumas delas em excesso.

"Esse é um primeiro passo importante em direção ao desenvolvimento da prevenção e tratamentos de abuso e dependência de álcool", disse ele.

Dois grupos foram comparados

Londres. No estudo britânico, que foi publicado na última edição da revista da "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS, na sigla em inglês), a equipe do Imperial College de Londres analisou amostras de DNA de 26 mil voluntários em busca de genes que parecem afetar o consumo de álcool e depois checou suas descobertas em outras 21 mil pessoas.

Em uma parte da pesquisa, depois de identificar o gene alterado AUTS2, os cientistas analisaram o quanto o gene era ativo em amostras de tecidos do cérebro. Os pesquisadores descobriram, então, que as pessoas com a variante do gene relacionada ao menor consumo de álcool tinham uma atividade maior no gene.

Flash
Avanço. Até então o único gene conhecido com contribuição significativa é um que decodifica a enzima que quebra as moléculas do álcool no fígado.
Comentários

1 de abril de 2011

Ford revitaliza linha de veículos Cargo

Com novidades que prometem movimentar o setor de veículos comerciais a Ford inicia 2011. Trata-se da linha 2012 de caminhões Cargo, que após 26 anos de seu lançamento, ganhou ampla renovação.
A nova linha apresentada na semana passada em Fortaleza, no Ceará, conta com 11 diferentes modelos, na faixa de 13 a 31 toneladas de peso bruto, com capacidade máxima de tração de até 63 toneladas.

Desenvolvido nos Centros de Design e Engenharia de Camaçari, na Bahia, e em São Bernardo do Campo e Tatuí, ambos em São Paulo, o projeto Cargo 2012 contou ainda com suporte das unidades da Ford na Europa e Estados Unidos.
Uma das novidades é que a partir de agora a Ford passa a oferecer versões com cabine-leito (com cama de 1,90 metro), opção inédita para os caminhões Cargo. Além disso, cinco dos 11 modelos - Cargo 1722, Cargo 2422, Cargo 2428, Cargo 1932R e Cargo 1932 - terão opção de cabine-regular ou cabine-leito, enquanto os outros seis - Cargo 1317, Cargo 1517, Cargo 1717, Cargo 2622, Cargo 2628, e Cargo 3132 - serão oferecidos somente com cabine simples.
Outro detalhe que merece destaque é o "design". Na linha 2012, os caminhões Cargo exibem a nova identidade visual, batizada pela Ford de Kinetic e já utilizada em automóveis da marca, como Focus e Fiesta. Os itens que mais chamam a atenção na parte externa são a grade dianteira trapezoidal e os grandes defletores de ar.

O Cargo 2012 traz sistema de suspensão na cabine, coluna de direção com ajuste pneumático, chave com código eletrônico antifurto, vidros elétricos de série e a opção de bancos com suspensão pneumática, além de retrovisores elétricos.
As travas com acionamento elétrico são opcionais. A motorização é composta por quatro motores fornecidos pela Cummins, um de 4 cilindros, de 3.9 litros, e um de 6 cilindros em linha, 5.9 l, que oferecem entre 170 cavalos e 320 cv, dependendo da configuração.
O torque das versões vai de 61 kgfm a 96,8 kgfm. As novas transmissões são fornecidas pela Eaton, e podem ser de 6 velocidades, com a primeira marcha sincronizada, e de 13 marchas, totalmente sincronizadas.

E de acordo com a Ford, a chegada dos novos caminhões à rede de concessionárias da marca está prevista para acontecer entre o fim de maio e início de junho.
Com os lançamentos, a Ford espera aumentar sua participação de 23,9%, no mercado nacional de comerciais leves, para 25%, ainda este ano, e acirrar a disputa com os rivais MAN Constellation e M-Benz Atego, líderes de mercado com 37,6% e 27,8%, nessa ordem.



A gama 2012 dos modelos Cargo foi viabilizada por investimentos de R$ 670 milhões, que serão consumidos pela Ford Caminhões até 2013 Os preços não foram revelados pela montadora até o momento.

fonte:Paranaonline

Uma interpretação feminista do relato da criação da mulher

Houve na história uma era matriarcal anterior à patriarcal


As teólogas feministas nos despertaram para traços antifeministas no atual relato da criação de Eva e da queda original, o que veio reforçar na cultura o preconceito contra as mulheres. Consoante esse relato, a mulher é formada da costela de Adão, que, ao vê-la, exclama: "Eis os ossos de meus ossos, a carne de minha carne; chamar-se-á varoa porque foi tirada do varão; por isso o varão deixará pai e mãe para se unir a sua varoa: e os dois serão uma só carne".

O sentido originário mostrava a unidade homem/mulher. Mas a anterioridade de Adão e a formação a partir de sua costela foi interpretada como superioridade masculina. O relato da queda é também antifeminista: "Viu a mulher que o fruto daquela árvore era bom para comer. Tomou do fruto e o comeu; deu-o também a seu marido; imediatamente se lhes abriram os olhos e se deram conta de que estavam nus".

Interpreta-se a mulher como sexo fraco, pois foi ela que caiu na tentação e seduziu o homem. Eis a razão de seu submetimento histórico, agora ideologicamente justificado: "estarás sob o poder de teu marido e ele te dominará".

Há uma leitura mais radical de duas teólogas feministas: Riane Eisler ("Sacred Pleasure, Sex Myth and the Politics of the Body", 1995) e Françoise Gange ("Les Dieux Menteurs", 1997). Essas autoras partem de que houve uma era matriarcal anterior à patriarcal. Segundo elas, o relato do pecado original seria introduzido por interesse do patriarcado como uma peça de culpabilização das mulheres para arrebatar-lhes o poder. O atual relato do pecado original coloca em xeque os quatro símbolos fundamentais do matriarcado.

O primeiro símbolo é a mulher em si, que, na cultura matriarcal, representava o sexo sagrado, gerador de vida. Como tal ela simbolizava a Grande Mãe. Agora, é feita a grande sedutora.
No segundo, desconstrói-se o símbolo da serpente, que representava a sabedoria divina, que se renovava sempre como se renova a pele da serpente.

No terceiro, desfigura-se a árvore da vida, tida como um dos símbolos principais da vida, gestada pelas mulheres, agora colocada sob o interdito: "Não comais nem toqueis de seu fruto".
No quarto, se distorce o caráter simbólico da sexualidade, tida como sagrada, pois permitia o acesso ao êxtase e ao conhecimento místico, representada pela relação homem-mulher.

Ora, o que faz o atual relato do pecado original? Inverte totalmente o sentido profundo e verdadeiro desses símbolos. Dessacraliza-os, diaboliza-os e transforma o que era bênção em maldição.

A mulher é eternamente maldita, feita um ser inferior. Sedutora do homem que "a dominará". E o poder de dar a vida será realizado entre dores.

A serpente será maldita, inimiga da mulher, que lhe ferirá a cabeça, mas que será mordida no calcanhar.

A árvore da vida e da sabedoria cai sob o signo do interdito. Antes, na cultura matriarcal, comer da árvore da vida era se imbuir de sabedoria. Agora, comer dela significa perigo letal.

O laço sagrado entre o homem e a mulher é substituído pelo laço matrimonial, ocupando o homem o lugar de chefe e a mulher de dominada.

Aqui se operou uma desconstrução profunda do relato anterior, feminino e sacral. Hoje todos somos reféns do relato adâmico, antifeminista e culpabilizador, como está no Gênesis.

As teólogas feministas nos apontam quão profundas são as raízes da dominação das mulheres.

Ao resgatarem o relato mais arcaico, feminista, elas propõem uma relação nova com a vida, com os gêneros, com o poder, com o sagrado e com a sexualidade.


Escrito por: Leonardo Boff


Orkut começa a ofertar novos perfis a usuários

O Orkut começou a disponibilizar, ontem à noite, aos seus usuários o novo perfil desenvolvido para a rede social.

O novo layout amplia a imagem do avatar do cliente, dá maior ênfase às atualizações geradas por eles (como no concorrente Facebook), além de trazer um menu de navegação reformulado, localizado à esquerda da tela.

Diferente da última grande reforma do Orkut, desta não vez não será necessário receber um convite para fazer a migração. Ainda neste mês, o Google deve reformar o sistema de comunidades da rede social.

Apesar de ser a rede social com o maior número de usuários no Brasil, a situação do Orkut não é nada tranquila.

De acordo com dados divulgados pela comScore, o Facebook já possui mais da metade do número de usuários do Orkut no Brasil. A rede social criada por Mark Zuckerberg atingiu 17,92 milhões de usuários únicos durante o mês de fevereiro no país. No mesmo período, o Orkut contou com 32,41 unique visitors.

De acordo com a empresa, o Facebook terminou 2010 com 12,3 milhões de visitantes no Brasil, o que aponta um crescimento de 45,5% em apenas dois meses. Nos últimos seis meses, o Orkut cresceu 2,85%. Ainda segundo a consultoria, o Brasil teria 46,23 milhões de usuários ativos.


Dell lança novo tudo-em-um


A Dell deu um tempo nos lançamentos de portáteis e anunciou um novo desktop. O computador da vez é o Vostro 330, um tudo-em-um de configuração razoável e, segundo a fabricante, voltado para o consumidor final e para pequenas e médias empresas.

O PC tem uma configuração básica. A tela é full HD de 23 polegadas com resolução de 1920 x 1080 pixels e retroiluminação por LED. A placa de vídeo integrada é uma Intel GMA X4500. Ele tem seis portas USB 2.0, leitor de cartões, Wi-Fi g, Bluetooth e rede Gigabit Ethernet.

Os itens opcionais do computador começam na tela, que pode ser sensível ao toque. O processador pode ser um Core i3 ou um Pentium de dois núcleos. A RAM também varia, chegando a até 8 GB, assim como o HD, que pode ter até 1 TB.

O Vostro 330 já está disponível no site da Dell. O preço mínimo dele é de R$ 2199 — um valor alto para o que suas especificações prometem.


Satélite europeu forma mapa preciso da gravidade na Terra

Modelo geoide da atração gravitacional difere do formato elíptico do planeta

Munique, Alemanha. A agência espacial europeia (ESA, na sigla em inglês) informou ontem que conseguiu mapear a gravidade da Terra "com uma precisão inigualável" por meio de dados colhidos pelo satélite Goce, que está em órbita há dois anos. O modelo, conhecido como geoide, define onde estão os níveis da superfície terrestre, esclarecendo se o sentido é "para cima" ou "para baixo".

Os cientistas afirmam que os dados podem ser usados em inúmeras aplicações, entre elas, nos estudos de mudança climática para ajudar a entender como a grande massa de oceanos move calor ao redor da Terra.

O mapa foi desenhado a partir de medições precisas realizadas pelo satélite Goce, sigla formada a partir das iniciais da sonda exploradora de campo gravitacional e equilíbrio estacionário que circula na órbita terrestre a uma altitude de pouco mais de 250 km da superfície - a órbita mais baixa de um satélite de pesquisa.

Lançado em março de 2009, o satélite possui um instrumento chamado gradiômetro, para medir sensíveis alterações no campo gravitacional da Terra. Os dados sobre o planeta são renovados a cada dois meses.

O mapa define, em um determinado ponto, a superfície horizontal na qual a força da gravidade ocorre de maneira perpendicular. Essas inclinações podem ser vistas em cores que marcam como os níveis divergem da forma elíptica da Terra. No Atlântico Norte, perto da Islândia, o nível se situa a cerca de 80 m sobre a superfície. No oceano Índico, esse nível está 100 m abaixo.

Os cientistas dizem que o mapa permitirá aos oceanógrafos definir como seria a forma dos oceanos se não houvesses marés, ventos e correntes marítimas. Subtraindo a forma do modelo, ficam evidentes essas outras influências.

Há outros usos para o geoide. O modelo fornece um sistema universal para comparar altitudes em diferentes partes da Terra, à semelhança dos aparelhos de nivelamento que, na construção, revelam aos engenheiros para onde um determinado fluido corre naturalmente dentro de um tubo ou cano.

Cientistas geofísicos também podem usar os dados da sonda para investigar o que ocorre nas entranhas profundas da Terra, especialmente naqueles pontos susceptíveis a terremotos e erupções vulcânicas.


Mulheres cada vez mais buscam "aquele" benefício nos amigos

Tabu há alguns anos, tema é comum nas comédias românticas de hoje


Nova York, EUA. Seja "amigos com benefícios" ou "sexo sem compromisso", o fenômeno de amigos que fazem sexo está se tornando uma tendência na cultura pop ocidental com uma inversão - agora são as mulheres que querem sexo sem compromisso.

Amigos com benefícios (ACB) são diferentes das relações ocasionais, nas quais as pessoas se encontram, fazem sexo e é só. "A grande diferença é que um amigo com benefícios talvez possa chegar por volta das 19h. Já um parceiro casual seria seu último recurso às 2h da manhã", disse Maria Avgitidis, fundadora da agência de namoro Agape Match, com sede em Nova York.

A ideia de que homens e mulheres não podem ser amigos surgiu nas telas de cinema em 1989, com o clássico "Harry e Sally - Feitos um para o Outro", quando Harry explicou a Sally que "a parte do sexo é sempre um empecilho".

Mas, com o lançamento de "Sexo sem Compromisso", em janeiro, Hollywood inova mais uma vez ao apresentar a personagem de Natalie Portman, Emma, como uma mulher confiante de que é capaz de fazer sexo sem sentimento com seu amigo Adam, representado por Ashton Kutcher. Em uma reviravolta da trama habitual, é Adam quem se apaixona por Emma.

Poucas décadas atrás, as implicações sexuais dessa comédia não seriam tão bem recebidas. Mas os ACBs são visivelmente mais comuns na cultura pop. "Nós podemos ter ‘sexo sem compromisso’ por causa de ‘Harry e Sally - Feitos um para o Outro’ e de ‘Ligeiramente Grávidos’ e de ‘O Virgem de 40 anos’", explica a médica Lynnea Chapman King, uma culturalista que acredita que esses filmes ajudaram a abrir o caminho, dentro do que as obras podem fazer e do que o mercado permite.

Normal. A psicoterapeuta Margaret McCraw observa que o termo ACB (FWB, na sigla em inglês) "está se fortalecendo à medida que classifica esse tipo de relacionamento como normal. Entretanto, esse tipo de arranjo nem sempre foi considerado aceitável".

Pode-se perceber uma grande evolução dos costumes desde o filme de 1967 "A Primeira Noite de um Homem" - no qual uma mulher casada tem um caso tipo ACB com um homem mais jovem - até "Sexo sem Compromisso", em que se fala claramente sobre isso. Essa tendência pode ser conferida em "Amigos com Benefícios", que irá estrear no Brasil em setembro. "Foi realmente uma evolução sem volta", disse King.


Andrea Syrtash, especialista em relacionamento e autora do livro "Ele Só Não É o Seu Tipo - e Isso É uma Coisa Boa ("He’s Just Not Your Type - And That’s a Good Thing"), acrescenta que ACBs estão mais visíveis agora porque "nós não queremos nos casar cedo, como costumávamos fazer". "Portanto, o ‘sem-compromisso’ não só funciona em relacionamentos, mas também na vida", diz Andrea.

Deborrah Cooper, especialista em namoro e conselheira sentimental, observa que, se uma mulher tem clareza do que ela quer, uma relação ACB pode dar certo, mas não é isso que ela vê acontecendo. "Eu vejo milhares de mulheres jovens entrando nessas situações e sempre terminam com: ‘Bem, no início eu não gostava dele; no início não era isso que eu queria, mas agora eu quero mais’".

Apesar da dura realidade de que as amizades com benefícios nem sempre irão levar a um compromisso amoroso duradouro, homens e mulheres continuam engolindo o final feliz proposto pelas comédias românticas.


Consequências

Conversa franca ajuda a ter um final feliz

Nova York. No ensino fundamental, Kaitlin Amitrano conheceu um menino. Eles estavam sempre juntos e acabaram se tornando bons amigos. Hoje, aos 23 anos e trabalhando como produtora da MTV, ela resolveu dar uma agitada na relação e os dois se tornaram amigos com benefícios (ACBs). "Eu estava consciente do que é a relação antes de entrar nela", explicou Kaitlin.


A jovem conta que se sente confortável nessa relação de ACB e já teve quatro amigos com benefícios desde o início da faculdade. "Eu me coloco nesse tipo de situação porque eu não quero compromisso, mas também, ao mesmo tempo, porque o rapaz não levanta a questão", justifica a opção pela falta de compromisso.

O fenômeno pode ser percebido na internet. É o caso de uma mulher que dá conselhos amorosos em um blog, sob o pseudônimo de Moxie, e o seu ACB, que têm uma relação de amizade com benefícios bem-sucedida há oito anos. "Nós compartilhamos muitas coisas em comum; nós nos divertimos muito quando saímos juntos", diz Moxie. Ela conta ainda que ambos desenvolveram uma grande amizade ao longo dos anos.

Já a professora de primário Katrina Green gosta de ACB porque isso lhe dá a liberdade de agir de acordo com seus desejos sexuais. "Se eu estou atraída por alguém, não há nada que me impeça, se isso for uma coisa mútua. Se você tiver uma conversa adulta sobre o assunto, não tem por que terminar mal", garante.

A última amizade com benefícios de Green durou só dois meses e ambas as mulheres sim, mulheres são mais amigas agora do que eram antes.

Essas pessoas podem ser atípicas nessa tendência social, pois terminar mal é o que os especialistas em namoro e relacionamentos dizem que geralmente acontece na vida real. "Eu acho que a descrição de amigos com benefícios de Hollywood é a de que se você tem sexo suficiente, você acaba se apaixonando, e não é esse o caso", diz a consultora matrimonial Maria Avgitidis.